FRASE DA SEMANA (mande a sua)

Na maioria das vezes somos causadores das nossas próprias desgraças!!! "Nogueira"
Mostrando postagens com marcador fogo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador fogo. Mostrar todas as postagens

sábado, 14 de março de 2009

Flashover (Combustão súbita generalizada)

Flashover (Combustão súbita generalizada)
O pior pesadelo para os bombeiros





Nos países que tem estatísticas bem estruturas e detalhadas das causas que provocam a morte dos bombeiros combatendo incêndio dentro das estruturas, é citado o fenômeno do flashover como uma das principais. Inclusive quando se registram mortes pelo desabamento do edifício ou do teto, em muitos casos, antes ocorreu um flashover.

Definição de flashover
Quando há fogo em um espaço confinado existe uma etapa onde a radiação térmica total gera nos combustíveis ali existentes a pirólisis, onde os gases se tornam quentes e há partículas em suspensão. Caso tenha uma fonte de ignição, pode ocorrer uma súbita transição de um incêndio progressivo em um incêndio generalizado. A causa desta mudança de estado é chamada de fashover.

O fenômeno denominado de forma geral como
“flashover” é uma das principais causas de morte entre os bombeiros, de acordo com os registros estatísticos dos países que levam uma contabilidade correta de suas operações



Essa transição para um incêndio generalizado depende de variáveis tais como a influência térmica da radiação e a convecção, que são forças responsáveis por este processo. Além disso, as condições de ventilação, a divisão física, o volume, a geometria do espaço incendiado e a combinação dos gases quentes presentes são responsáveis pelo flashover.

Se você quiser definir o flashover com aspectos físicos possíveis de visualizar ou medir, imagine as chamas, após a adição de oxigênio ao local, através da abertura de uma porta ou janela, gases com temperaturas de 600ºc à altura do teto e correntes de ar quentes ao nível do piso alcançando 20 kW/m2. Vale ressaltar a presença, poucos segundos antes de ocorrer um flashover, de uma nuvem de gases movendo-se no local na forma de um redemoinho.
De maneira geral, o término do flashover é utilizado por muitos bombeiros para descrever uma história de sucesso que culmina em uma rápida escalada do fogo ou ainda em uma explosão acompanhada por uma onda de pressão que rompe as janelas e derruba as paredes. Um fogo confinado que se expande fora de seus limites iniciais. Um fogo que avança perigosamente em uma grande velocidade, através do teto e que, geralmente, suporta o processo. Não é comum a explosão, ainda que possa ocorrer se a onda de pressão e a combustão entrarem em contato como o oxigênio. O ponto onde ocorre a quebra da estabilidade é quando a ventilação causa maior energia que pode se dissipar pelo local incendiado.


Deflagração (desencadeamento) e backdraft
Um incêndio em um local com ventilação limitada provoca normalmente a formação de gases contendo partículas dos produtos que queimam, originadas pela combustão incompleta e a pirólisis. Esta acumulação de partículas pode subitamente entrar em ignição, produzindo uma deflagração, através da entrada de ar fresco no local.
Esta deflagração se move no espaço primitivamente incendiado até que entre em contato com o ar. Este movimento súbito da massa de gases prendidos se denomina, em inglês, backdraf ou backdraught.
Segundo estudos científicos realizados, foram identificados aspectos que nos ajudam a compreender melhor este fenômeno. A investigação foi divida em três fases:
¨ Simulação de exploração,
¨ Modelo para estudar a influência da força da gravidade e
¨ Experimentos quantitativos.

O modelo utilizado é o que descreve como os fluídos de diferentes densidades interagem de maneira tal que existe uma interface vertical entre ambos, o movimento resulta como conseqüência que o fluído de maior densidade vá por baixo do mais leve. Podemos observar esta relação singular através de exemplos, nas avalanches, fugas de gases pesados, na mistura de água salgada e doce, correntes contaminadas e brisas marinhas.

O papel desta interação do backdraft é com relação ao movimento de ar em um espaço pouco ventilado e, às vezes, os bombeiros o definem como uma corrente de ar em um circuito fechado. Muitas vezes pode-se observar quando a pressão dos gases e a fumaça do incêndio são empurradas em direção à uma janela ou porta, formando-se um violento processo de combustão onde há o ingresso de ar no ambiente. A velocidade deste deslocamento e o ingresso é um sinal bastante confiável do nível de ventilação existente no espaço que se deve operar.

Esta troca de correntes não é tão fácil de observar quando existe uma fumaça espessa deslocando-se próxima do piso, pode-se observar a troca, desde o ponto de entrada, porque é algo parecido como um turbilhão, um redemoinho, do tamanho de uma bola de futebol que suga ar fresco do ambiente externo. O backdraft acontece quando a ventilação leva a uma ignição das partículas existentes dentro dos gases de combustão. Quando isso acontece há um som do tipo whooooompf” ou “bang”, seguido de uma violenta explosão que pode derrubar até um prédio, dependendo de sua intensidade. Geralmente ocorre uma grande bola de fogo que sai do espaço incendiado, depois de entrar em contato com o oxigênio externo.

Ignição dos gases de combustão
Há uma ampla variedade de processos de ignição que podem dar inicio a um grande incêndio. Em geral, esse processo começa através da introdução de uma fonte de ignição (oxigênio) no local onde há gases acumulados e onde já está acontecendo um início de incêndio.

Os gases que escapam por uma janela, por exemplo, sem alguma barreira que os contenha, se projetam a longas distâncias, como um disparo, parecido com um jato de fogo.



Fonte
Esta nota é uma tradução adaptada do artigo “Flashover. A firefighter’s worst nightmare” publicado na revista norte-americana Fire & Rescue, de abril de 2003.

Sobre o autor
Paul Grimwood foi bombeiro durante 26 anos, no Reino Unido e nos EUA. Escreveu mais de 50 artigos técnicos e o livro Fog attack. Como estrategia e tática seus suportes foram internacionalmente reconhecidos e seu nome é mencionado em diversos trabalhos de estudiosos e colegas. Aqueles que querem conhecer mais sobre seus trabalhos podem ir ao sait: www.firetactis.com

terça-feira, 4 de novembro de 2008

sexta-feira, 16 de maio de 2008

DDS - IGNIÇÃO ESPONTÂNEA

Você já viu um pintor recolher trapos ensopados com óleo de linhaça e tinta ao término do trabalho? Se já viu, você viu na verdade uma demonstração de prevenção de incêndio no trabalho. Isto também vale para o mecânico que coloca os pedaços de pano com óleo num recipiente de metal equipado com tampa automática. Latas para trapos com óleo devem ser colocadas em todos os lugares onde eles precisam ser usados. Estas medidas de precaução são geralmente tomadas no trabalho, mas não em casa.
Por que esses pedaços de pano ou trapos representam risco de incêndio? Representam porque um fósforo ou cigarro aceso poderiam ser jogados sobre eles causando um incêndio. Esta é realmente uma das razões. Um outro fator é a auto-ignição. Sob certas condições, estes materiais podem pegar fogo sem a presença de uma chama. A ignição espontânea é um fenômeno químico, no qual há uma lenta geração de calor, a partir da oxidação de materiais combustíveis. Como “oxidação” significa a combinação com o oxigênio, devemos nos lembrar de que o oxigênio é um dos três fatores necessários para fazer fogo: combustível, calor e oxigênio.
Quando a oxidação é acelerada o suficiente sob condições adequadas, o calor gerado atinge a temperatura de ignição do material. Assim haverá fogo sem o auxílio de uma chama externa. Alguns materiais entram em ignição mais rapidamente do que outros. Por exemplo: sob mesma aplicação de calor, o papel incendeia mais rápido que a madeira; a madeira mais rápido que o carvão; o carvão mais rápido que o aço e assim por diante. Quanto mais fina for a partícula de um combustível mais rapidamente ele queimará. Voltemos aos trapos com óleo. Os peritos em incêndio já provaram que muitos dos incêndios industriais (e alguns domésticos sérios) foram causados quando trapos oleosos empilhados juntos geraram calor suficiente para pegar fogo. Estes especialistas nos ensinaram duas formas de evitarmos a auto-ignição de trapos com óleo: manter o ar circulando através deles ou colocando-os num local onde não teriam ar suficiente para pegar fogo. A designação de uma pessoa especialmente para ficar revirando uma pilha de trapos para evitar a queima é ridículo. Assim sendo, a segunda idéia parece ser melhor. O lugar ideal é uma lata de metal com tampa automática, isto é, que feche por si mesma. A finalidade é excluir todo o oxigênio. Naturalmente se enchermos o recipiente até a boca, a ponto de a tampa não fechar totalmente, a finalidade do recipiente estará comprometida. O oxigênio penetrará na lata e fornecerá o item que lhe falta para causar o incêndio.
Para iniciar um incêndio alguns itens são mais perigosos. O óleo de linhaça e os óleos secantes usados para pintura são especialmente perigosos. Porém, mesmo óleo de motor tem capacidade de incendiar trapos espontaneamente. A temperatura normal do ambiente, algumas substâncias combustíveis oxidam lentamente até atingirem o ponto de ignição. Em pilhas de carvão com temperaturas acima de 60 graus centígrados são consideradas perigosas. Quando a temperatura aproximar deste valor e tende a aumentar, é aconselhável a remoção da pilha de modo a ter uma melhor circulação de ar para arrefecimento.
Os fazendeiros conhecem muito bem os riscos de serragem, cereais, juta e sisal, especialmente quando estão sujeitos a calor ou a alternação de umedecimento e secagem. A circulação de ar, a remoção de fontes externas de calor e o armazenamento em quantidades menores são os cuidados desejáveis.
Tenha em mente os perigos da combustão espontânea e pratique jogando trapos com óleo e lixo em recipientes adequados, tanto no trabalho quanto em casa. Faça da segurança o seu mais importante projeto pessoal, aquele do tipo “FAÇA VOCÊ MESMO”.

sábado, 29 de março de 2008

DDS - PREVENÇÃO À INCÊNDIOS

UTILIZAÇÃO DO EXTINTOR DE GÁS CARBÔNICO - CO2

O CO2 é um gás incolor, atóxico e não condutor de eletricidade, este agente extintor é indicado no combate a incêndios em equipamentos elétricos. Por ser um gás este tem condições de penetrar em locais de difícil acesso, preenchendo o espaço e retirando o oxigênio, extinguindo o fogo.

O extintor de CO2 possui uma característica própria, por ser um gás pressurizado seu cilindro é o mais pesado e resistente de todos, possui um difusor para dissipação do gás e não possui o manômetro.

COMO USAR :

þ Leve o extintor de CO2 próximo do local do fogo ( 2,5 metros);
þ Retire a trava de segurança rompendo o lacre;
þ Retire o difusor, segurando pela empunhadura de borracha para evitar queimaduras proveniente do congelamento do mangote;
þ Ataque rapidamente o fogo, dirigindo o jato para a base do fogo, com rápidos movimentos circulares do difusor;
þ Observe o término da carga de gás, você verificará que o som do produto sendo expelido ficará mais forte e sairá somente ar pressurizado.
þ Após a utilização do extintor, este deverá ser separado e enviado à recarga. Informe sempre quando ocorrer a despressurização do extintor, mesmo que seja acidental.

ONDE USAR :

þ Combustíveis da CLASSE B (gasolina, diesel, álcool, etc.);
þ Combustíveis da CLASSE C (equipamento elétrico energizado), o mais indicado
No seu rótulo você visualizará as letras B/C informando a classe do mesmo.

Extintores de incêndio que tenham perdido mais de 10 % de seu peso, ou que estejam com o lacre rompido devem ser retirados do uso e encaminhados para uma recarga imediatamente, esta revisão deve ocorrer no mínimo uma vez ao ano.