FRASE DA SEMANA (mande a sua)

Na maioria das vezes somos causadores das nossas próprias desgraças!!! "Nogueira"
Mostrando postagens com marcador saúde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador saúde. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 17 de maio de 2011

DDS - Café reduz risco de câncer de próstata

Para reduzir os riscos de desenvolver câncer de próstata, quanto mais café, melhor, de acordo com um estudo publicado nesta terça-feira por pesquisadores da Harvard School of Public Health.

Homens que bebem seis ou mais xícaras de café por dia apresentaram uma redução de 60% no risco de desenvolver um tipo extremamente letal de câncer de próstata, e uma redução de 20% no risco de sofrer com qualquer tipo de câncer de próstata em relação a homens que não consomem a bebida.

Até aqueles que bebem apenas entre uma e três xícaras por dia já se beneficiam com uma queda de 30% do risco de ter o tipo mais letal do câncer de próstata.

"Poucos estudos analisaram especificamente a relação entre o consumo de café e o risco de câncer de próstata letal, a forma mais violenta da doença, que é praticamente impossível de prevenir", destacou Lorelei Mucci, professora de Harvard e principal autora do trabalho.

"Nosso estudo é o maior até hoje a examinar se o café é capaz de reduzir o risco de câncer de próstata letal", acrescentou.

Segundo os pesquisadores, os efeitos são os mesmos para o café descafeinado, o que leva a crer que o benefício está associado às propriedades antioxidantes e antiinflamatórias do café.

O câncer de próstata é a forma mais comum da doença diagnosticada anualmente entre os americanos, e as estimativas calculam que um em cada seis homens terá câncer de próstata ao longo da vida nos Estados Unidos.

Os principais fatores de risco associados à doença são as dietas ricas em gordura, consumo exacerbado de álcool e a exposição a produtos químicos, além da hereditariedade.

O estudo acompanhou 47.911 homens, que forneceram aos pesquisadores informações sobre seus hábitos de consumo de café entre 1996 e 2008.

Ao longo da pesquisa, 5.035 deles desenvolveram câncer de próstata, incluindo 642 casos letais.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Veja os diferentes sintomas da rinite e sinusite



Muitas vezes confundidas, essas doenças precisam de cuidados específicos

Por Especialistas

Não há otorrinolaringologista que não escute pelo menos uma vez por dia essa frase: "Eu tenho rinite e também sinusite". As duas "ites" vêm sempre juntas na cabeça do paciente (sem trocadilhos), como dois problemas em um só. Já que a diferença entre as duas é nebulosa para a maior parte do público, as pessoas preferem declarar que sofrem de ambas, por via das dúvidas.

A rigor, rinite é uma inflamação da mucosa do nariz e pode ter várias causas. Um resfriado, por exemplo, não deixa de ser uma rinite, do tipo infecciosa. Mas normalmente quando as pessoas falam em rinite estão se referindo a queixas mais duradouras (ou pelo menos recorrentes) causadas, por exemplo, pela rinite alérgica. Os sintomas mais frequentes da rinite são a coriza (secreção clara que escorre do nariz), os espirros, a coceira no nariz e o nariz entupido.

A rinite, muitas vezes, desencadeia uma sinusite. Portanto a associação em muitos casos é real.

Já a sinusite é uma inflamação da mucosa que reveste os seios da face (também chamados de cavidades paranasais). Os seios da face são espécies de câmaras de ar que ficam ao redor do nariz, forradas internamente por uma mucosa muito parecida com a do próprio nariz. Essa mucosa que reveste internamente os seios da face produz muco, exatamente como a mucosa do nariz. Esse muco drena para dentro do nariz por pequenos orifícios que comunicam os seios da face com as fossas nasais.

Se por acaso esses orifícios ficam obstruídos (seja por secreção, pelo inchaço da própria mucosa ou por outra causa), o seio da face pode tornar-se uma cavidade sem comunicação com o nariz, totalmente selada, também sem aeração. Assim como acontece com as paredes de um quarto quando o deixamos totalmente trancado (sem ventilação) por muito tempo, a mucosa que reveste os seios da face vai ficando doente, inflamada. O muco que ela produz também não tem para onde ir e acaba acumulando no seio da face e facilitando a proliferação de bactérias. Está formada a sinusite.

A sinusite pode ser dividida em aguda e crônica. A aguda é aquela que se manifesta em crises, causando forte dor facial, abundante secreção purulenta no nariz, tosse e febre. Já na sinusite crônica os sintomas são mais discretos, mas mais frequentes. Ela pode se manifestar como uma tosse persistente ou uma secreção que drena do nariz para a garganta. Mas o que mais se associa à sinusite crônica é a dor de cabeça, em especial aquela entre os olhos. Aliás, quando a maior parte das pessoas afirma ter sinusite está se referindo justamente a esse sintoma: a dor de cabeça na testa ou entre os olhos.

Aqui vale um aviso: nem sempre a cefaleia frontal (a tal dor de cabeça na testa) é sinusite. Aliás, se ela não vem acompanhada de demais sintomas nasais, provavelmente não está relacionada à doença. Nesses casos duvidosos, a tomografia de seios da face (e não a radiografia simples) é um exame de imagem muito importante para tirar a dúvida.

Mas é claro que a confusão entre rinite e sinusite não é apenas falta de informação. Existe realmente uma área de interseção entre elas. Ambas, por exemplo, causam obstrução e secreção nasal. A rinite, muitas vezes, desencadeia uma sinusite. Portanto a associação em muitos casos é real.

Por último, é preciso esclarecer algo: a rinite realmente não tem "cura" na maior parte dos casos, mas sim controle, embora possa amainar com o tempo. Já a sinusite, ao contrário, tem cura na maior parte dos casos. Mesmo a crônica, embora não raro seja necessário algum tipo de intervenção cirúrgica para isso.

Portanto, consulte seu otorrinolaringologista e seja feliz respirando pelo nariz!

http://yahoo.minhavida.com.br/conteudo/13198-Veja-os-diferentes-sintomas-da-rinite-e-sinusite.htm

terça-feira, 26 de abril de 2011

DDS - Dia do Combate à Hipertensão - 10 maneiras de prevenir e controlar a hipertensão


A pressão alta pode ser evitada com hábitos simples que farão bem a toda sua saúde


A hipertensão, conhecida como pressão alta, é uma doença crônica que não tem cura, mas pode ser controlada. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, a proporção de brasileiros diagnosticados com hipertensão arterial cresceu de 21,5%, em 2006, para 24,4%, em 2009. Os dados fazem parte de levantamento anual do Ministério da Saúde e foram divulgados recentemente. "Normalmente, um paciente com pressão igual ou superior a 140/90mmHg é diagnosticado como hipertenso. Além disso, o paciente tem de permanecer com a pressão mais alta do que o normal" explica o cardiologista Enéas Rocco.

A pesquisa do MS feita com 54 mil adultos revela que a prevalência da doença, de 2006 a 2009, aumentou em todas as faixas etárias, principalmente entre os idosos. Atualmente, 63,2% das pessoas com 65 anos ou mais sofrem do problema contra 57,8%, em 2006. O percentual de hipertensos não passa de 14% na população até os 34 anos. Dos 35 aos 44 anos, a proporção sobe para 20,9%. O índice salta para 34,5%, dos 45 aos 54, e para 50,4%, dos 55 aos 64 anos. Esse aumento na ocorrência da doença, de acordo com a idade, é resultado de padrões alimentares e de atividade física ao longo da vida, além de fatores genéticos, estresse e outros determinantes. A proporção de hipertensos é maior entre mulheres (27,2%) que entre homens (21,2%).

A pesquisa também aponta que, quanto menor a escolaridade, mais casos da doença são diagnosticados. Entre os adultos com até oito anos de educação formal, 31,5% declaram que têm hipertensão. O porcentual cai para 16,8% se considerado o grupo de pessoas de nove a 11 anos de instrução. A hipertensão podem desencadear males que envolvem o sistema circulatório, desde um infarto até um derrame cerebral. Entretanto, há hábitos de vida que implicam em pequenas mudanças que estão totalmente ao alcance e podem blindar seu organismo. Confira 10 dicas para afastar essa doença silenciosa.



01 - Um hábito prático e saudável: para afastar o perigo da hipertensão, aposte nas caminhadas. Uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), da USP, comprovou que a caminhada reduz a pressão arterial na primeira hora e, o que é melhor ainda, essa queda se mantém nas 24 horas subsequentes. Atividades físicas regulares, principalmente as aeróbias, contribuem para a melhora de todo o sistema circulatório e pulmonar. Só tome cuidado com os exageros: antes de começar qualquer treino, procure um especialista e faça uma avaliação geral.


02 - Reduza (não elimine) o sal: o excesso de sal na dieta leva à retenção de líquidos, acarretando a hipertensão. Por isso, maneire na hora de temperar a comida e diminua o consumo de enlatados e alimentos em conserva. Além disso, hoje existe uma boa substituição: o sal diet pode ser útil na dieta do hipertenso, substituindo parte do cloreto de sódio pelo cloreto de potássio - e nisso, ele é duplamente benéfico, por reduzir o sódio e por adicionar potássio, sendo esse último um elemento muito importante na prevenção e no tratamento da hipertensão arterial. Além dos cuidados em relação ao consumo de sal, quem já apresenta a hipertensão deve seguir uma dieta balanceada, privilegiando frutas e verduras, carne magra, laticínios desnatados, grãos e cereais.


03 - Perdendo medidas: pesquisadores do Instituto de Nutrição da UFRJ descobriram que um mal, muitas vezes esquecido, tem grande influência na hipertensão: o acúmulo de gordura na cintura. O indicador é sinal de alerta quando as medidas ultrapassam 102cm para os homens e 88cm nas mulheres, pois essa gordura abdominal duplica as chances de hipertensão, infarto e diabetes. Para reduzir os alimentos gordurosos na alimentação vale incluir frutas, verduras e legumes. Cortar a carne não é preciso, mas dê preferência aos cortes magros como filé mignon e músculo.


04 - Beba com moderação: a redução da ingestão de álcool também auxilia o controle da pressão arterial, porém não é necessária a abstinência. Para não passar da conta, a recomendação é a seguinte: a ingestão de bebida alcoólica deve ser limitada a 30g álcool/dia contidas em 600 ml de cerveja (5% de álcool) ou 250 ml de vinho (12% de álcool) ou 60ml de destilados (whisky, vodka, aguardente com 50% de álcool). Este limite deve ser reduzido à metade para homens de baixo peso, mulheres e indivíduos com sobrepeso e/ou triglicérides elevados.


05 - Apague o cigarro: o tabaco, em conjunto às outras substâncias tóxicas do cigarro, eleva a pressão imediatamente, além de comprometer toda a sua saúde a longo prazo. "Parar de fumar é fundamental", alerta o professor de Cardiologia da Santa Casa de São Paulo, Ronaldo Rosa. Isso ocorre porque a nicotina do cigarro aumenta a pressão arterial - o que não significa que fumar cigarros com baixos teores de nicotina diminua consideravelmente o risco de doenças cardíacas.


06 - Conte até dez: o estresse aparece como resposta do organismo às sobrecargas físicas e emocionais, desencadeando a hipertensão e doenças do coração. Uma das doenças relacionadas à estafa, ou seja, a doença mais conhecida como fadiga, que causa dores musculares e cansaço físico ocasionados principalmente pela combinação entre desgaste excessivo (sem respeitar um tempo de descanso e recuperação) e pela má alimentação. Nestes casos, o tratamento é uma mudança radical na rotina e na alimentação. As dicas dos especialistas são controlar s emoções e procurar incluir atividades relaxantes na sua rotina.


07 - Vitamina D sempre: um estudo realizado pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, revelou que 20% dos casos de hipertensão em mulheres estão associados ao descontrole dos níveis da pressão arterial em decorrência da falta de vitamina D no organismo. A vitamina D pode ser encontrada em alimentos como a manteiga, gema de ovo, fígado, entre outros, mas sua principal fonte de absorção é a luz solar. Com a falta da vitamina, o organismo feminino faz um esforço três vezes maior para manter seu equilíbrio circulatório e acaba sobrecarregando algumas funções como a irrigação das artérias, o que gera um aumento na pressão e desconfortos, como tontura e transpiração excessiva.


08 - Monitore seu coração: avaliações regulares não só ajudam a identificar o problema no começo, facilitando o tratamento, como servem para adequar o uso de medicamentos de forma mais eficaz. No mínimo uma vez por ano, todas as pessoas devem medir a pressão arterial. A recomendação é da Sociedade Brasileira de Hipertensão, que alerta para esse simples exame como uma forma de prevenir problemas mais sérios. Quem já possui a doença deve ir medi-la a cada mês e ir ao médico a cada seis meses para verificar a medicação que está tomando.


09 - Benefícios adicionais do sexo: um estudo realizado pela Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, sugere que fazer sexo com certa frequência diminui os riscos de infarto fatal. A pesquisa contou com a colaboração de três mil homens de 45 a 59 anos de idade. De acordo com os cientistas, os homens que afirmaram ter níveis baixos ou moderados de atividade sexual ficaram mais expostos ao risco de morte súbita. Eles descobriram que mesmo que a pressão arterial suba durante as atividades sexuais, a pressão subsequente é reduzida, mantendo uma relação de saúde para o organismo, afastando o risco de infartos.


10 - Tire as crianças da frente de TV: crianças que passam muito tempo em frente à televisão têm mais chances de apresentar elevação da pressão arterial independentemente do seu nível de gordura corporal ou peso, de acordo com um estudo publicado na revista científica Archives of Pediatric and Adolescent Medicine. A pesquisa analisou a relação entre a pressão arterial das crianças e sua escolha de passatempos passivos, como assistir à TV, usar o computador e ler. De acordo com os pesquisadores, ver TV é mais nocivo do que jogar vídeo-game, por exemplo, porque a ação de jogar demanda o mínimo de movimentos da criança. Enquanto a TV, além de estimular o comportamento passivo, normalmente vem associada ao consumo de guloseimas, como salgadinhos e biscoitos, cheios de sal e gordura, que também contribuem para o aumento da pressão.


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Câmara proíbe justa causa por embriaguez

SERIA UM PROBLEMA A MAIS PARA NÓS DO SSMA?
AVALIEM...


SÃO PAULO - A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou nesta quarta projeto que proíbe demissão por justa causa em caso de embriaguez habitual ou em serviço.

O texto retira essa possibilidade da Consolidação das Leis do Trabalho, com o objetivo de tratar o alcoolismo como doença, e não como causa para punição.

A proposta aprovada é o substitutivo da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público ao Projeto de Lei 206/03, do deputado Roberto Magalhães (DEM-PE), que originalmente determina que a demissão, nesses casos, só poderia ocorrer depois que a empresa oferecer ao trabalhador uma licença para tratamento médico com duração de 60 dias.

O relator, deputado Sérgio Barradas Carneiro (PT-BA), recomendou a aprovação do substitutivo, de autoria do deputado Tarcísio Zimmermann (PT-RS).

“O trabalhador que sofre de alcoolismo deve ser encaminhado para tratamento médico, em vez de ser dispensado por justa causa”, justificou Zimmermann, na Comissão de Trabalho.

A matéria segue, agora, para o Senado, a menos que seja apresentado recurso para sua análise pelo plenário. Passando pelos senadores, o texto será encaminhado para ser sancionado pelo presidente Lula ou mesmo pela nova mandatária, Dilma Rousseff.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Excesso de jornada e fadiga




Quando se trata de realização de trabalho extraordinário como agente agressor à saúde do empregado, a realidade é bastante diversa. A começar pelo próprio mapeamento de risco que identifique, como condição perigosa, a fadiga por ele propiciada, que reduz o desempenho e a atenção necessária à execução do trabalho.

Fadiga é a sensação de fraqueza, falta de energia e exaustão. É o efeito do esforço continuado, que provoca uma redução reversível da capacidade do organismo e uma degradação qualitativa desse trabalho, causada por um conjunto complexo de fatores, cujos efeitos são cumulativos.[19]

Significa cansaço ou esgotamento provocado por excesso de trabalho físico ou mental e consequentemente autointoxicação pela liberação de leucomaínas no cérebro, aumento de ácido láctico nos músculos e creatinina no sangue e diminuição da resistência nervosa conducente a acidentes.[20] Reduz a potência muscular, induz ao desconforto e dor e acredita-se que, em longo prazo, contribua para o desenvolvimento de distúrbios e lesões.

Destacam Rodrigo Filus e Maria Lúcia Okimoto, em estudos realizados na Universidade do Paraná, com apoio em Ribeiro e Lacaz, que, dentro de certo limite, o esforço físico leva o indivíduo a uma fadiga recuperável por meio do repouso. Contudo, quando esse estado de fadiga é ultrapassado frequentemente, irá acumulando um desgaste residual que o levará a uma fadiga crônica, que ocorre quando o indivíduo fatigado, desrespeitando os seus próprios limites, continua executando o seu labor normalmente ou até mantido na situação de laborar em regime de horas extras, agredindo seu corpo e aumentando o problema, que se tornará insuportável e poderá evoluir drasticamente.[21]

A avaliação da fadiga constitui importante debate na medicina do trabalho e, para tanto, são utilizados vários instrumentos qualitativos e quantitativos[22] com a finalidade de compreender o grau de desgaste no trabalho, como também medir a reação do organismo humano a diferentes sobrecargas, embora seja certo que não existe, hoje, nenhum método direto de avaliação quantitativa do estado de fadiga. Os métodos utilizados medem determinadas manifestações da fadiga, que só podem ser avaliadas como indicadores de sua ocorrência.[23]

É certo que não se pode determinar um padrão único de reação dos indivíduos diante da ação de um fator agressivo. A avaliação de cada um exige testes individualizados, onde os níveis das substâncias químicas presentes no organismo e que se manifestam diante da carga de trabalho seriam medidas e indicariam os respectivos limiares, o que não se encontra presente nos exames realizados quando da admissão do empregado.

Isso não impede, contudo, que sejam identificados no ambiente de trabalho fatores condicionantes do estado de fadiga física, entre os quais podem ser mencionados:[24]

a) esforço físico superior à capacidade muscular;

b) alteração do equilíbrio hidroeletrolítico, como a que ocorre em trabalhados em ambientes quentes;

c) duração e intensidade do trabalho; (grifos postos)

d) esgotamento das reservas de substâncias energéticas nos músculos, como ocorre quando o indivíduo vai executar um trabalho e não tem o aporte alimentar adequado para aquela atividade.

É exatamente no aspecto relacionado à duração e intensidade do trabalho que se quer destacar a importância de que a prestação de horas extraordinárias, como a própria denominação aponta, deve ser encarada como uma situação de anormalidade dentro da atividade empresarial, pois a adequada gestão pressupõe a necessária equivalência entre demanda de serviço e capacidade de atendimento.

Contudo, ao longo dos anos, o que deveria ser anormal tornou-se corriqueiro a tal ponto que todos aqueles que lidam com o problema — empregadores, empregados, advogados, magistrados, auditores fiscais do trabalho — encaram-no com naturalidade e não se dão conta que estão contribuindo para que esse estado progressivo de desgaste, ainda que não perceptível, se implemente e até mesmo de amplie.

Estudo realizado em Porto Alegre pelos médicos do trabalho Paulo Antônio Barros Oliveira e Jaqueline Cunha Campello para avaliar a carga de trabalho na atividade bancária e seu impacto sobre a saúde revelou que a jornada oscilou entre 8 e até quase 9 horas, para não comissionados, e entre 9 horas e 9 horas e 38 minutos para gerentes e chefes e o nível de adoecimento provocado pelo trabalho chegou a 30%.[25]

E por que deveria ser diferente? Porque a sobrecarga de trabalho é um das mais importantes causas de acidentes do trabalho em todo o mundo. Estudos realizados na Europa e nos Estados Unidos comprovam o aumento de acidentes com a elevação do número de horas de trabalho, chegando ao máximo por volta das onze horas da manhã e caindo por volta do meio-dia, com a mesma distribuição no período da tarde. Além disso, há casos de diminuição em 60% o número de acidentes quando se reduziu em determinada fábrica de doze para dez horas a jornada de trabalho, da mesma forma que variam com o índice de fadiga.[26]

Esses dados também deixam implícita a necessidade das pausas no curso da jornada, que propiciarão ao empregado o descanso necessário para que possa recuperar-se do desgaste acumulado provocado pela situação de fadiga do seu sistema muscular e psíquico decorrente do estresse ocupacional.

Ana Maria Rossi, citando Bateman, Strasser e Pelletier, afirma que o estresse é reconhecido com um dos riscos mais sérios ao bem-estar psicossocial do indivíduo e cerca de 50 a 80% de todas as doenças de fundo psicossomático ou estão a ele relacionadas.[27]

A mesma autora cita estudo que realizou envolvendo 900 profissionais (450 homens e 450 mulheres) escolhidos aleatoriamente em quatro organizações nacionais brasileiras com o objetivo de identificar os agentes estressores. Como resultado a sobrecarga de trabalho foi identificada em 74% dos homens e 94,3% das mulheres e os resultados foram compatíveis com a identificação dos dois principais fatores de riscos organizacionais para o burnout.[28]

A relação entre estresse ocupacional e doença foi reconhecida há mais de 300 anos por Bernardo Ramazzini. Por outro lado, a relação entre estresse e doença coronariana está, há muito, comprovada. Desde o final da década de 40 tem-se observado que pode causar, entre outras enfermidades, aterosclerose acelerada e oclusão coronariana associada a níveis elevados de colesterol, triglicerídeos e ácidos graxos livres e desde a década de 90 foi cientificamente comprovada por R. A. Karasek e S. J. Theorell a ligação clara entre estresse ocupacional e doença cardiovascular.[29]

É consequência de “relações complexas entre condições de trabalho, condições externas ao trabalho e características do trabalhador, nas quais a demanda do trabalho excede as habilidades do trabalhador para enfrentá-las”, dizem Jeanne Marie R. Stacciarini e Bartholomeu T. Trócoli, para quem o primeiro passo para a prevenção e o tratamento reside no entendimento das fontes de pressão organizacional.[30]

Aponta Maria José Giannella Cataldi[31] que o Brasil vem ocupando posição destacada entre os países onde o estresse ocupacional tem-se manifestado. Destaca pesquisa patrocinada pela ISMA - International Stress Management Association, realizada nos Estados Unidos, Alemanha, França, Brasil, Israel, Japão, China, Hong Kong e em Fiji cuja conclusão apontou que o Brasil ocupa o segundo lugar em número de trabalhadores acometidos pela “Síndrome de Burnout”. Entre os trabalhadores brasileiros, apurou-se que 70% são afetados pelo estresse ocupacional e 30% do total estão vitimados pela “Síndrome de Burnout”. No Japão estes números se elevam para cerca de 85%, para os trabalhadores identificados como estressados crônicos e 70% deles manifestam a “Síndrome de Burnout”.

Ainda segundo a mesma autora, a mesma pesquisa aponta nos Estados Unidos gastos pelas empresas da ordem de US$ 300 bilhões de dólares por ano, em razão das ausências por motivos de saúde e por indenizações pagas a profissionais que as acionam judicialmente pelos danos causados pelo stress profissional.

Estudo divulgado pela Organização Internacional do Trabalho no dia 24 de abril de 2009 revela que, anualmente, mais de 2 milhões de trabalhadores morrem por ano em virtude de acidentes do trabalho, que também ocasionam perda de 4% do PIB mundial relativos aos custos diretos e indiretos, paralisação no trabalho, indenizações aos trabalhadores afetados, interrupção do trabalho e despesas médicas.[32]

Enquanto na década de 20 do século passado a medicina conhecia cerca de 3 mil doenças diferentes, estima-se que a cada ano são descobertas entre 500 e 600 novas enfermidades, em virtude do aperfeiçoamento dos métodos de diagnóstico e, também, pela detecção de doenças que antes não existiam.[33]

No Brasil não é diferente. Apenas para exemplificar, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, 77% dos acidentes com motociclistas, incluindo motoboys, ocorrem a caminho do trabalho ou na volta para casa e são atribuídos a dois fatores: pressa e cansaço;[34] os gastos da previdência social com benefícios acidentários saltou de R$ 9,38 bilhões, em 2006, para R$ 10,72 bilhões, em 2007, o que representa incremento da ordem de 9,2%; as Lesões por Esforço Repetitivo são responsáveis por 37,77% dos afastamentos acidentários e 65% das licenças médicas solicitadas por trabalhadores; os acidentes do trabalho causam 3 mil mortes por ano no Brasil, valendo salientar que esses dados não levam em consideração os trabalhadores do mercado informal e o índice de subnotificação chega a alcançar até 80% em determinadas atividades; os gastos anuais com acidentes do trabalho em 2008 alcançaram a espetacular cifra de R$ 25 bilhões no Brasil.

A análise dos primeiros dados estatísticos oriundos da alteração promovida no critério de caracterização do acidente do trabalho a partir da identificação do Nexo Técnico Epidemiológico – NTEP, divulgados em abril de 2008 pelo Ministério da Previdência e correspondentes a onze meses,[35] revelou um cenário trágico, coerente com a situação de guerra civil mencionada por Dorival Barreiros:[36]

a) as notificações de doenças do sistema osteomuscular, nas quais se incluem as Lesões por Esforço Repetitivo (LER), aumentaram 512,3%;

b) as doenças infecciosas e parasitárias aumentam 3.701%, seguidas pelas doenças do aparelho circulatório (1.406%);

c) as doenças ocupacionais, em geral, aumentaram 134%;

d) a média de notificações saltou de 30 mil para 144 mil por ano, o que revela o elevado índice de subnotificação;

e) a faixa etária mais exposta a acidentes foi de trabalhadores de até 19 anos e, em números absolutos, foi de 30 a 35 anos.

Essa realidade impõe uma tomada de atitude que imprima um ritmo decisivo em torno do combate implacável ao adoecimento provocado pelo trabalho, aqui incluído, em um conceito mais amplo, o próprio acidente típico. A implementação de políticas de gestão empresarial voltadas a assegurar, de modo efetivo, a concessão do descanso e minimizar as situações de ocorrência de sobrejornada deve ultrapassar os umbrais da empresa e ser vista como política de saúde pública. Além disso, a regra do art. 157, I, da CLT, impõe ao empregador o dever de cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho, o que inclui, sem dúvida, preservar a saúde dos trabalhadores.

Precisa é a lição de Maurício Godinho Delgado quando identifica o excesso de trabalho como fator de redução dos riscos no trabalho e legitima as ações voltadas para garantir o efetivo gozo dos intervalos destinados ao descanso do empregado:

É importante enfatizar que o maior ou menor espaçamento da jornada (e duração semanal e mensal do labor) atua, diretamente, na deterioração ou melhoria das condições de trabalho na empresa, comprometendo ou aperfeiçoando uma estratégia de redução dos riscos e malefícios inerentes ao ambiente de prestação de serviços. Noutras palavras, a modulação da duração do trabalho é parte integrante de qualquer política de saúde pública, uma vez que influencia, exponencialmente, a eficácia das medidas de medicina e segurança do trabalho adotadas na empresa. Do mesmo modo que a ampliação da jornada (inclusive com a prestação de horas extras) acentua, drasticamente, as probabilidades de ocorrência de doenças profissionais ou acidentes do trabalho, sua redução diminui, de maneira significativa, tais probabilidades da denominada “infortunística do trabalho”.[37]

Além das pausas, outra estratégia voltada para a minimização dos riscos é a realização de variação e rodízios entre os postos de trabalho, como demonstra estudo realizado na Universidade Federal do Paraná,[38] sempre buscando-se preservar a saúde do trabalhador.

Não se pode esquecer que no rol dos direitos sociais elencados no caput do art. 6º, da Constituição Federal foi incluído o direito à saúde, conceituada pela Organização Mundial de Saúde como “estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”, o que é alvo de observação Daphnis Ferreira Souto, que destaca a tentativa de uma formulação positiva e a mudança de direção no enfoque dado, ao atribuir-lhe uma condição profundamente humana, embora o caracterize como utópico, por contemplar “[...] um ideal ambicioso, difícil de ser alcançado e medido”.[39]

Para o mesmo autor, saúde é resultante de uma relação equilibrada, dinâmica e harmônica entre condições biológicas e o meio físico e social, isto é, com o meio ambiente; é o resultado de um contínuo e bem-sucedido equilíbrio entre o indivíduo e o meio que o cerca,[40] o que pressupõe interação permanente com o meio ambiente do trabalho, que, para Júlio César de Sá da Rocha, constitui "[...] locus dinâmico, formado por todos os componentes que integram as relações de trabalho e que tomam uma forma no dia-a-dia laboral”, não se restringindo ao espaço interno da fábrica ou da empresa e, por isso mesmo, alcança o próprio local de morada e o ambiente urbano.

Representa todos os elementos, interrelações e condições que influenciam o trabalhador em sua saúde física e mental, comportamento e valores reunidos no locus do trabalho, sendo o ponto de partida para que se assegure a saúde no trabalho, que corresponde ao resultado da interação dos diversos elementos do ambiente (bens, maquinários, instalações e pessoas), provocando ou não o bem-estar no trabalho.[41]

Tudo isso inspirado nos princípios maiores de valorização do trabalho e da livre iniciativa, assim como o seu caráter social, elevados que foram ao patamar dos princípios políticos constitucionalmente conformadores[42] ou princípios constitucionais fundamentais,[43] que se caracterizam por explicitarem as valorações políticas fundamentais do legislador constituinte, condensarem as opções políticas nucleares e refletirem a ideologia dominante da constituição.[44]

Tratou-se, portanto, de opção político-ideológica fincada pelo legislador constituinte de situar no nível mais elevado dos valores que abraçou a defesa do trabalho, certamente por lhe reconhecer a condição de elemento integrante da própria dignidade humana.

Por outro lado, os princípios fundamentais constituem a essência dos valores encampados pelo constituinte e cuja densidade é refletida nos demais preceitos e, por isso mesmo, caracterizam paradigma a ser observado a partir da interpretação de toda a Constituição. Não se restringem tão-somente à conformação do binômio trabalho x liberdade de iniciativa ou mesmo diretrizes exclusivas da ordem econômica.

Não se trata de conferir-se ao trabalho uma proteção meramente filantrópica ou de estabelecê-la no plano exclusivamente teórico. É cláusula principiológica que exprime potencialidade transformadora,[45] diante da importância de que desfruta no mundo contemporâneo pelo que representa para a própria economia, em virtude da riqueza e do crescimento econômico, como também pelo que significa como instrumento de inserção social e de afirmação do ser humano, condições imprescindíveis para que se possa atingir o ideal da dignidade humana.

É por meio do trabalho que o homem atinge a sua plenitude, realiza a sua própria existência, socializa-se, exercita todas as suas potencialidades (materiais, morais e espirituais). Pode-se, sem receio, afirmar que o valor social do trabalho representa a projeção do princípio da proteção à dignidade do homem na condição de ntrabalhador.[46]

Nas palavras de Juan Somavia, Diretor-Geral da OIT, todos "trabalho sem segurança é uma tragédia". "Muitos desses casos que atingem milhões de trabalhadores todos os anos permanecem desconhecidos da maioria, não ganham manchetes nos jornais. Muito poderia ser prevenido."

fonte: http://www.conjur.com.br/2009-out-20/jornada-excessiva-trabalho-provoca-acidentes-tira-dignidade

domingo, 21 de novembro de 2010

TESTE SEU CONHECIMENTOS: TIREÓIDE




A tireoide é uma das glândulas mais importantes do nosso corpo. É ela que regula a produção de hormônios que interferem no funcionamento de vários orgãos do corpo humano, como o coração, os rins, intestino e, no caso das mulheres, regula o ciclo menstrual. "Problemas na tireoide são muito comuns, principalmente o hipotireoidismo, a aparição de nódulos benignos e o hipertireoidismo. Na maioria dos casos, essas complicações podem ser tratadas sem maiores preocupações com a ajuda de um especialista", explica o endocrinologista Pedro Saddi, da Unifesp.

De acordo com a especialista, muitas pessoas não se dão conta da importância que a tireoide tem em nosso organismo, e acabam cometendo erros que podem levar a problemas sérios. "Pessoas saudáveis cometem a besteira de tomar remédios para hipotireoidismo, por exemplo, para ter o metabolismo acelerado e emagrecer mais rápido", explica o médico. Segundo ele, isso pode levar rapidamente a um quadro de hipertireoidismo, outra doença séria relacionada à tireoide.

A seguir, faça o teste para descobrir se você sabe a importância da tireoide e não comete erros que podem prejudicar a sua saúde.

FAÇA O TESTE AQUI: -> TESTE DE CONHECIMENTO

Boa sorte!

Saiba mais em: www.dicasfemininas.net

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

DDS - Medicamentos Sem Prescrição Médica

Considerações sobre a segurança





A segurança é a preocupação principal dos organismos oficiais para determinar se um fármaco adquirível apenas com prescrição médica pode passar a vender-se sem receita. Todos os fármacos têm benefícios e riscos, isto é, devem tolerar-se alguns riscos se se quiserem obter os benefícios de um fármaco. No entanto, deve definir-se um grau de risco aceitável.

A segurança de um fármaco de venda livre depende do seu uso adequado. O uso apropriado é frequentemente determinado pelo próprio consumidor, havendo assim uma margem de erro. Por exemplo, a maioria das dores de cabeça não são perigosas, mas em casos excepcionais uma dor de cabeça pode ser um sinal de alarme que indique a presença de um tumor ou de uma hemorragia cerebral. Do mesmo modo, o que parece ser acidez de estômago poderá ser o sinal de alarme de um enfarte cardíaco iminente. Por último, deve utilizar-se o bom senso para determinar se um sintoma ou uma indisposição são ligeiros ou requerem atenção médica.

Os fabricantes e os organismos oficiais tentam equilibrar segurança e eficácia, determinando as doses apropriadas dos fármacos que se vendem sem receita.

Quando se adquirem fármacos sem prescrição médica, devem ler-se e seguir-se as instruções com cuidado. Dado que o mesmo nome comercial se pode aplicar a uma fórmula de libertação imediata ou a uma fórmula de libertação controlada (libertação lenta), deve verificar-se o rótulo todas as vezes que se adquire o produto. Não é seguro assumir que a dose é a mesma.

Nos últimos anos verificou-se um aumento excessivo de marcas, por isso também é importante controlar os componentes e não se fiar nos nomes comerciais conhecidos. Por exemplo, podemos dispor de mais de uma dúzia de formulações diferentes de um mesmo nome comercial com uma grande variedade de componentes. Nem todos os produtos de um certo antiácido contêm os mesmos componentes (alguns contêm óxidos de alumínio e magnésio, outros contêm carbonato de cálcio). Ao escolher um produto, deve saber-se que ingrediente é o mais apropriado para um problema específico.

Algumas pessoas experimentam efeitos adversos provocados por fármacos de venda livre, embora os utilizem de forma correcta. Por exemplo, a anafilaxia (Ver secção 16, capítulo 169), uma reacção alérgica grave e rara ocasionada por analgésicos como a aspirina, o quetoprofeno, o naproxeno ou o ibuprofeno, pode causar urticária, picadas, problemas respiratórios e colapso cardiovascular. Estes fármacos também podem irritar o aparelho digestivo e causar úlceras.

Muitas vezes, os rótulos dos fármacos de venda sem prescrição médica não facultam a lista completa das reacções adversas possíveis. Devido a isso, julga-se que estes fármacos apresentam poucos ou nenhum efeito adverso. Por exemplo, o folheto de um analgésico só recomenda para não se tomar o fármaco durante mais de 10 dias. A informação da caixa, o invólucro e o folheto que acompanham o fármaco não descrevem os possíveis efeitos adversos graves devidos ao uso prolongado. Como consequência, as pessoas que sofrem de dor ou inflamação crónica podem tomar o fármaco durante muito tempo sem ter em conta os problemas que podem surgir.

http://www.manualmerck.net/?id=39&cn=594&ss=hemorragia

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

DDS - Saiba como prevenir a L.E.R




Atualmente é difícil imaginar a vida sem computador. Trabalho, pesquisas ou horas de lazer teclando. E as reclamações sobre dores no corpo são constantes...Toda essa atividade pode provocar a L.E.R – lesão por esforço repetitivo, ou D.O.R.T. -Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho. A L.E.R não é o diagnóstico mas a causa de doenças como a tendinite -inflamação do tendão.

Ela é geralmente mais associada ao trabalho informatizado, e representa quase 70% do conjunto das doenças profissionais registradas no Brasil, mas, na verdade, qualquer prática de atividade repetitiva pode desencadear lesões, como no caso do esporte.

Alguns fatores favorecem o aparecimento da L.E.R. Ergonomia inadequada, estresse e baixa temperatura. Com o intuito de estabelecer parâmetros que permitissem a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, criou-se a Norma Regulamentadora 17.

A fisioterapeuta Maria C. Santos da Universidade de São Paulo - USP, do LIIST – Laboratório de Investigação e Intervenção em Saúde do Trabalho, adverte para o problema. `Quanto mais o indivíduo puder administrar as horas de trabalho em relação ao esforço praticado, menor a chance de lesões´. A relação do indivíduo com o trabalho é muito importante. `É necessário prestar atenção na psicodinâmica do trabalho´, completa.

Como diagnosticar: A L.E.R caracteriza-se por uma sensação de dor, fadiga e fraqueza persistentes. Ela pode ser encontrada em diferentes graus levando até mesmo a incapacidade total de trabalho.

Prevenção: Com objetivo de prevenir doenças em todas as pessoas que passam horas frente ao computador, o ideal é fazer uma pausa de hora em hora de 5 a 10 minutos para alongar o corpo.

A terapeuta Maria C. Santos desenvolveu uma série de alongamento para prevenir as lesões. Os exercícios podem ser feitos ao longo do dia, com 5 a 10 repetições de cada movimento com descanso de 3 segundos entre as séries.

EXERCÍCIOS PARA PREVENÇÃO

Espreguiçar: Junte as mãos e faça o movimento de alcançar o teto.

Alongamento coluna: Incline a cabeça lateralmente e conte até 8. Volte a posição inicial e repita o mesmo movimento do lado contrário.

Alongamento coluna: Leve o queixo até o peito e volte a pose inicial. Leve a cabeça para trás para olhar o teto.

Alongamento da coluna do antebraço: 1- Pressionando com a mão oposta segure o dorso da mão dobre o punho para baixo suavemente e conte até 8 empurrando depois relaxe. 2- Com apoio na palma da mão puxe o punho para cima alongando os flexores do punho. Faça os mesmos movimentos invertendo os braços.

Alongamento de ombro: Puxe o braço na linha média do corpo tracionando suavemente na altura do cotovelo para alongar a musculatura do ombro.

Alongamento de manguito rotador: musculatura do ombro

Rotação externa – posicione o braço atrás da cabeça puxando pelo cotovelo com a mão para o chão como se fosse coçar as costas.

ALERTA: Toda dor persistente deve ter a causa investigada por um especialista. Consulte um médico

Colaboração: Maria C. Santos Terapeuta Ocupacional da Universidade de São Paulo, Laboratório de Investigação e Intervenção em Saúde do Trabalho - LIIST e Selma Lancman, Coordenadora do LIIST

terça-feira, 17 de agosto de 2010

DDS - MAU SUBITO



Bussunda: Vitima de Mau Subito



Aquidauana: homem sofre mau súbito, cai e fere o rosto

Segunda, 16 de Agosto de 2010 - 16:40 hs

http://www.anastacionoticias.com.br/imagens/barra_trans.gif

Justo Ajala, de 50 anos de idade, teve de ser atendido pela guarnição de Resgate do Corpo de Bombeiros de Aquidauana. O fato ocorreu na estrada Boiadeira, Nova Aquidauana, Aquidauana. Os bombeiros encontraram Ajala caído, consciente, porém desorientado.

O homem apresentava um corte contuso e escoriações na região frontal lado direito. A queda teria sido provocada por um mau súbito sofrido pela vítima. O mesmo foi imobilizado e transportado até o Pronto Socorro.

Fonte: http://www.anastacionoticias.com.br/index.php?pagina=noticias-ver&codigo_noticia=22820


Estudante morre ao sofrer mau súbito no Thermas

Dom, 20 de Dezembro de 2009 21:12

Com transplante de coração marcado para o próximo mês de fevereiro, o estudante Mike Hen­riq­ue Gomes Serrano, de 15 anos, mo­rador na cidade de Monte Alto, morreu depois de sofrer um mau súbito no interior do clube “Thermas dos Laranjais”. A informação é da secretária, Edineusa de Godoy, da escola municipal Juven­tina Pena Campos, de Monte Alto.

Segundo a secretária, ela acompanhou a excursão da escola a Olímpia e estava ao lado do estudante quando ele passou mal e recebeu os primeiros socorros prestados pelos salva vidas do clube. “Tudo que poderia ser feito, foi feito”, atestou.

De acordo com a secretaria Edneusa, Mike estava muito feliz no clube, pois participava da excursão, juntamente com outros 39 alunos, dos formandos da 8ª Série. Garantiu que todos os pais, inclusive o de Mike, assinaram autorização permitindo a viagem a Olímpia.

Por outro lado, no 1º Distrito Policial de Olímpia foi registrado boletim de ocorrência, de natureza “Morte a esclarecer”. Consta no registro policial, que na tarde da última terça-feira, dia 15, por volta das 14 horas, o estudante estava em uma bóia, no rio de corredeira, conhecido como rio lento, onde começou a passar mal.

Depois de receber os primeiros socorros no clube, o estudante foi levado por uma ambulância até a Santa Casa, onde chegou sem movimentos e sem pulsação. O óbito foi constatado pelo médico de plantão Fernando Okake. Foi realizado exame necroscópico no IML – Instituto Médico Legal de Barretos. O resultado que apontará a causa da morte, deverá ser conhecido em 30 dias.

Fonte: http://www.ifolha.com.br/index.php/policia/4086-estudante-morre-ao-sofrer-mau-subito-no-thermas

O que é o MAU SUBITO?

O mal súbito é um risco aos viajantes, já que, em casos mais graves, pode levar o motorista a perder o controle do veículo, colocando em perigo a própria vida e a de outras pessoas. “Se houver indícios de mal-estar com perda ou diminuição do nível de consciência, não se deve dirigir, porque o veículo pode se tornar uma arma e são grandes as possibilidades de acidentes”, alerta Colombo Filho. Por isso, é importante parar em local seguro e procurar ajuda assim que começar a sentir descompensação das funções. “Se não estiver em condição de pedir auxílio, deve ficar parado até a chegada de assistência”, orienta.
De acordo com o médico, o socorro aos chamados de mal súbito vem mantendo média de 58 ocorrências mensais, com 640 atendimentos entre janeiro e novembro deste ano. “Desse total, foram registrados nove casos de internações, resultando em quatro óbitos”, revela. Após o socorro prestado na pista, os profissionais da equipe de APH mantêm acompanhamento dos pacientes encaminhados aos hospitais.


PREVENÇÕES
Os sintomas do mal súbito podem variar, mas os mais comuns são dores de cabeça, no peito e abdominal, perda de visão, sudorese, falta de ar, crises de ansiedade, tremor de forte intensidade ou piora súbita de um desses sintomas. Suas principais causas são má alimentação, cansaço, distúrbios cardiovasculares, hipoglicemia, diabetes, deficiências respiratórias e intoxicação alcoólica.
Para quem possui um quadro clínico com tendência a apresentar mal súbito, são necessárias algumas precauções. Evite:


· viagens noturnas
· viagens longas
· viagens em condições climáticas adversas.
O chefe do serviço de Atendimento Pré-Hospitalar recomenda que, ao viajar, o motorista deve:
· estar acompanhado
· levar medicações que utiliza
· fazer paradas intermitentes ou a cada hora para auto-estimular o organismo, alimentando-se, ingerindo líqüidos ou fazendo uma breve caminhada
· se houver dúvidas sobre suas condições, não viaje.


Em casos de doenças crônicas ou graves, o médico orienta que seja mantida na carteira um relatório médico especificando a doença e a tipagem sangüínea. “O documento explicando a situação clínica da pessoa é importantíssimo nas situações de emergência, porque o atendimento será feito de maneira precisa”, destaca.

Melhor forma de evitar o mal súbito é a prevenção.

Os cardiologistas são unânimes ao afirmar que a prevenção é a melhor maneira de se evitar problemas do coração, inclusive o mal súbito. Alimentação balanceada, exercícios físicos, não fumar em absoluto, beber só socialmente, e evitar gordura. No caso do humorista Cláudio Besserman Vianna, o Bussunda, que faleceu no último sábado, o presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia-BA, Antônio Gilson Lapa Godinho afirmou que não se trata de morte súbita. “Ele abusou. Teve 24 horas para procurar um socorro e tentar evitar o infarto, por isso não considero que sua morte tenha sido súbita. Assim que terminou o jogo ele passou mal e teve desconforto durante a noite inteira. O aparecimento de qualquer sintoma já é o suficiente para procurar um médico e não ficar esperando o pior acontecer. A maioria das pessoas acha logo que dor no peito é causada por gases e mascaram a verdadeira causa”. O humorista começou a passar mal depois de uma partida de futebol que ocorreu na sexta-feira. Na manhã do sábado, Bussunda teria voltado a sentir falta de ar, mas se recusou a ir ao hospital e foi atendido por paramédicos que se encontravam no hospital quando sofreu ataque cardíaco fulminante. Segundo o cardiologista Mário Rocha, da Sociedade Brasileira de Cardiologia e do Hospital Português, apenas 50% dos infartados chegam ao hospital. “Geralmente a morte súbita não apresenta nenhum tipo de aviso prévio e ocorre dentro de um prazo de até 24 horas, entre o início dos sintomas até ser constatado o óbito. São necessários controles médicos periódicos, não fumar, ter uma alimentação equilibrada (ingerir menos sal, açúcar e gordura, e mais frutas, legumes, verduras, grãos e carnes magras) e praticar exercícios físicos para diminuir a probabilidade de sofrer desse mal”, disse.
Em crianças é mais freqüente nos primeiros três meses e está relacionada a fatores genéticos hereditários, sendo mais freqüente em filhos de mães fumantes. Em jovens e adultos, sedentários ou atletas, a grande maioria acontece por doenças do coração ou por excesso de esforço físico. Na maioria dos casos são provocadas por arritmias do ciclo cardíaco que levam a uma queda do rendimento, faltando sangue no cérebro. O uso de certos medicamentos como descongestionantes, os utilizados para tratar depressão, para emagrecer ou drogas também podem aumentar o risco.
Um ataque cardíaco acontece quando parte de seu coração não recebe oxigênio em quantidade suficiente.
O coração é um músculo e como os outros do corpo, precisa de oxigênio, que é fornecido pelo sangue dos vasos sangüíneos, conhecidos como artérias coronárias.
Um coágulo sangüíneo em uma dessas artérias pode bloquear o fluxo de sangue para o músculo cardíaco o que acarreta prejuízos ao coração e a depender do tempo de duração deste bloqueio, uma parte do coração morre fazendo com que pare de funcionar corretamente.
Ataques cardíacos podem ocorrer caso seu coração passe a precisar subitamente de mais oxigênio durante exercícios intensos.
Tanto homens como mulheres têm ataques cardíacos, risco este que aumenta com a idade.
Placas (fragmentos de colesterol) podem crescer no interior das artérias diminuindo seu diâmetro. Além disso , coágulos sangüíneos podem então se formar nesta artéria estreitada e bloqueá-la.

Avaliação de riscos começa aos 20 anos

Para evitar um primeiro ataque cardíaco ou um derrame, a avaliação de risco cardiovascular deve se iniciar aos 20 anos de idade - isto é o que prega a American Heart Association em suas novas “Diretrizes para a Prevenção Primária de Doenças Cardiovasculares e Acidente Vascular Cerebral: atualização de 2002”, divulgadas através da revista Circulation. Estas mesmas diretrizes também recomendam que os médicos calculem o risco de se contrair uma doença cardiovascular nos próximos 10 anos para pessoas com idade de 40 anos ou maior, ou para qualquer pessoa que tenha múltiplos fatores de risco.
Estas novas diretrizes incorporam novas des cobertas que surgiram desde que a American Heart Association publicou as recomendações anteriores, em 1997, e procuram categorizar as pessoas de acordo com o número e tipos de fatores de risco.
Os fatores de risco que são avaliados incluem a pressão arterial, índice de massa corpórea, circunferência da cintura e registro da pulsação pelo menos a cada 2 anos, e exames de colesterol e de glicose no mínimo a cada cinco anos, começando na idade de 20 anos.
A Estimativa de Risco Global combina informação de todos os fatores de risco existentes para determinar o risco percentual de uma pessoa contrair doença cardiovascular nos próximos 10 anos. Áreas múltiplas de risco leve podem ser mais importantes do que uma área de risco muito alto. Recomenda-se que esta estimativa seja efetuada a cada cinco anos para pessoas de 40 anos ou mais de idade, ou para qualquer pessoa com dois ou mais fatores de risco.
Estas novas diretrizes incorporam novas descobertas que surgiram desde que a American Heart Association publicou as recomendações anteriores, em 1997, e procuram categorizar as pessoas de acordo com o número e tipos de fatores de risco.
Os fatores de risco que são avaliados incluem a pressão arterial, índice de massa corpórea, circunferência da cintura e registro da pulsação pelo menos a cada 2 anos, e exames de colesterol e de glicose no mínimo a cada cinco anos, começando na idade de 20 anos.
A Estimativa de Risco Global combina informação de todos os fatores de risco existentes para determinar o risco percentual de uma pessoa contrair doença cardiovascular nos próximos 10 anos. Áreas múltiplas de risco leve podem ser mais importantes do que uma área de risco muito alto. Recomenda-se que esta estimativa seja efetuada a cada cinco anos para pessoas de 40 anos.

www.tsnogueira.blogspot.com

domingo, 8 de agosto de 2010

Engordar muito na gravidez gera filhos acima do peso


PARIS, França (AFP) - As mães que engordam muito durante a gravidez têm bebês mais gordos, independentemente dos fatores genéticos, destaca um estudo amplo norte-americano, que será publicado na quinta-feira no site da revista científica britânica The Lancet.

No estudo, os médicos David Ludwig (Hospital Infantil de Boston) e Janet Currie (Universidade de Columbia em Nova York) analisaram os dados de todos os nascimentos de Michigan e Nova Jersey entre 1º de janeiro de 1989 e 31 de dezembro de 2003, totalizando mais de um milhão de nascimentos de 500.000 mulheres.

Os autores do estudo analisaram várias gestações em uma mesma mulher e por isso puderam excluir a influência de fatores genéticos.

Eles demonstraram a existência de "uma associação coerente" entre o sobrepeso gestacional e o peso do recém-nascido, com cada quilo a mais da mãe correspondente a 7,35 gramas do bebê.

Os recém-nascidos cujas mães engordaram mais de 24 quilos durante a gravidez pesavam ao nascer 150 gramas a mais que os das mães que só engordaram entre 8 e 10 quilos. As mulheres com mais de 24 quilos tinham o dobro de chances de dar à luz bebês de 4 quilos ou mais que as do outro grupo.

"Como o peso elevado ao nascer pressagia o futuro índice de massa corporal, estes resultados sugerem que aumentar excessivamente de peso durante a gravidez pode aumentar, a longo prazo, o risco de doenças relacionadas com a obesidade na criança", concluíram os autores do estudo.

fonte: yahoo noticias

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Trombose você conhece?

O QUE É?


Trombo (gr. Thrómbos) significa coágulo sangüíneo. Trombose é a formação ou desenvolvimento de um trombo.
A trombose pode ocorrer em uma veia situada na superfície corporal, logo abaixo da pele. Nessa localização é chamada de tromboflebite superficial ou simplesmente tromboflebite ou flebite.
Quando o trombo se forma em veias profundas, no interior dos músculos, caracteriza a trombose venosa profunda ou TVP.
Em qualquer localização, o trombo irá provocar uma inflamação na veia, podendo permanecer restrito ao local inicial de formação ou se estender ao longo da mesma, provocando sua obstrução parcial ou total.

COMO SE APRESENTA?


Nas veias superficiais, ocorre aumento de temperatura e dor na área afetada, além de vermelhidão e edema (inchaço).
Pode-se palpar um endurecimento no trajeto da veia sob a pele.
Nas veias profundas, o que mais chama a atenção é o edema e a dor, normalmente restritos a uma só perna.

O edema pode se localizar apenas na panturrilha e pé ou estar mais exuberante na coxa, indicando que o trombo se localiza nas veias profundas dessa região ou mais acima da virilha.


POR QUE O SANGUE COAGULA DENTRO DA VEIA?


Nosso corpo é dotado de mecanismos que mantém constante o seu equilíbrio. No sangue há fatores que favorecem a coagulação do sangue, chamados procoagulantes, e fatores que inibem a formação de coágulos, chamados anticoagulantes, responsáveis pela manutenção do sangue em estado líquido. Quando ocorre um desequilíbrio em favor dos procoagulantes, desencadeia a formação do trombo.


Os fatores que favorecem a coagulação são classificados em três grupos:

1 – Estase – é a estagnação do sangue dentro da veia. Isto ocorre durante a inatividade prolongada, tal como permanecer sentado por longo período de tempo (viagens de avião ou automóvel), pessoas acamadas, cirurgias prolongadas, dificuldade de deambulação, obesidade, etc.
2 – Traumatismo na veia – qualquer fator que provoque lesão na fina e lisa camada interna da veia, tais como trauma, introdução de medicação venosa, cateterismo, trombose anterior, infecções, etc., pode desencadear a trombose.
3 – Coagulação fácil ou Estado de hipercoagulabilidade – situação em que há um desequilíbrio em favor dos fatores procagulantes. Isto pode ocorrer durante a gravidez, nas cinco primeiras semanas do pós-parto, uso de anticoncepcionais orais, hormonioterapia, portadores de trombofilia (deficiência congênita dos fatores da coagulação), etc.

COMO O MÉDICO DIAGNOSTICA?


O médico pode diagnosticar uma tromboflebite superficial apenas baseado nos seus sintomas e examinando a veia afetada (sob a pele). No entanto, a TVP pode se apresentar com sintomas não tão exuberantes, dificultando seu diagnóstico. Para ter segurança, o médico pode solicitar exames especiais como o Eco Color Dopper ou a flebografia. Há quem solicite um exame de sangue para dosagem de uma substância, chamada Dímero D, que se apresenta em níveis elevados quando ocorre uma trombose aguda. Embora o teste do Dímero D seja muito sensível, não é muito conclusivo, visto que ele pode estar elevado em outras situações.

COMPLICAÇÕES


A tromboflebite superficial raramente provoca sérias complicações; as veias atingidas podem, na maioria das vezes, ser retiradas com procedimento cirúrgico, eliminando as chances de complicar. No entanto, se a trombose é numa veia profunda, o risco de complicações é grande.

Complicações imediatas ou agudas – a mais temida é a embolia pulmonar. O coágulo da veia profunda se desloca, podendo migrar e ir até o pulmão, onde pode ocluir uma artéria e colocá-lo em risco de vida.


Complicações tardias – tudo se resume numa síndrome chamada Insuficiência Venosa Crônica (IVC), que se inicia com a destruição das válvulas existentes nas veias e que seriam responsáveis por direcionar o sangue para o coração. O sinal mais precoce da IVC é o edema, seguido do aumento de veias varicosas e alterações da cor da pele. Se o paciente não é submetido a um tratamento adequado, segue-se o endurecimento do tecido subcutâneo, presença de eczema e, por fim, a tão temida úlcera de estase ou úlcera varicosa.

TRATAMENTO


O tratamento só deve ser instituído por um especialista. As informações aqui expostas têm como objetivo único lhe orientar para que procure um médico logo que notar qualquer dos sintomas acima relatados. Nunca se automedique.

Se a trombose é superficial, recomenda-se cuidados especiais, tais como aplicação de calor na área afetada, elevação das pernas e uso de antiinflamatórios não esteróides por um período de uma a duas semanas. Deve-se retornar ao especialista (Angeologista), a fim de avaliar a necessidade de tratamento cirúrgico.

Na TVP pode ser necessário manter-se internado durante os primeiros dias, a fim de fazer uso de anticoagulantes injetáveis (Heparinas). Estes previnem o crescimento do trombo e diminuem o risco de embolia pulmonar. Atualmente, pode-se evitar a hospitalização com o uso de heparinas de baixo peso molecular, injetados pelo próprio paciente no espaço subcutâneo da barriga (ver o video abaixo). Depois do tratamento com Heparina, deve-se continuar com o uso de anticoagulantes orais (Warfarin) por um período de três a seis meses. Concomitante com esta medicação, o paciente deve fazer repouso com as pernas elevadas e fazer uso de meia elástica adequada à sua perna. Alguns medicamentos que interferem na ação dos anticoagulantes são proibidos neste período. O médico deve ser consultado sempre que julgar necessário fazer uso de outro tipo de medicação.
Existe procedimentos de exceção para coibir complicações, tais como: colocação de filtro de veia cava, remoção do coágulo (trombectomia) e angioplastia com stent (dispositivo aramado e recoberto com um tecido, o qual evita que a veia se feche novamente).

PREVENÇÃO


A principal providência é combater a estase venosa, isto é, fazer o sangue venoso circular, facilitando seu retorno ao coração.

Dentro do possível, atente para estas recomendações:
• Faça caminhadas regularmente.
• Nas situações em que necessite permanecer sentado por muito tempo, procure movimentar os pés como se estivesse pedalando uma máquina de costura.
• Quando estiver em pé parado, mova-se discretamente como se estivesse andando sem sair do lugar.
• Antes das viagens de longa distância, fale com seu médico sobre a possibilidade de usar alguma medicação preventiva.
• Quando permanecer acamado, faça movimentos com os pés e as pernas. Se necessário, solicite ajuda de alguém.
• Evite qualquer uma daquelas condições que favorecem a formação do coágulo dentro da veia, descritas anteriormente.
• Evite fumar e o sedentarismo.
• Controle seu peso.
• Se você necessita fazer uso de hormônios ou já foi acometido de trombose ou tem história familiar de tendência à trombose (trombofilia), consulte regularmente seu médico.
• Use meia elástica se seu tornozelo incha com freqüência.
• Nunca se automedique.

Fonte: http://www.trombose.med.br/ clique aqui


Video e comentário do Blog

Após esse pequenos estudo sobre trombose acima vamos ver um video que eu elaborei devido à necessidade de informação. Minha esposa está passando por esse problema de trombose. Foi diagnosticado trombose a uns 03 anos evido ao uso de anticocpcionais. Foi curada porém Atualmente foi diagnosticado de novo, daí houve a necessidade de fazer cirurgia. Um agravante é que ela está grávida.

Nós estamos tendo o acompanhamento de uma Angeologista muito competente, um médico obstetra e um Hematologista.

Nesse video vocês vão ver eu aplicando a injeção de Heparina na BARRIGA de minha esposa. A médica disse que minha esposa poderia fazer porém ela tem medo. Daí sobrou pra mim...

Observando os técnicos de enfermagem no hospital fiz o mesmo procedimento. Vocês poderão perceber que eu estou sem luva porém fui informado que não precisava para esse tipo de procedimento.

Obs.: Foi necessario esconder alguns rostos de crianças curiosas que aparecem nesse video. Daí fiz de uma forma bem humorada.


Grande abrç e divulguem o perigo desta doença perigosa!

Nogueira - Tec Seg Trb