FRASE DA SEMANA (mande a sua)

Na maioria das vezes somos causadores das nossas próprias desgraças!!! "Nogueira"
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Acidentes com celulares durante o abastecimento de veículos Lenda? Meia-verdade?

Acidentes com celulares durante o abastecimento de veículos


Lenda?
Meia-verdade?

  


    A mensagem trata de acidentes ocasionados pelo uso de telefones celulares em postos de gasolina. Diz que a Shell teria divulgado alertas mencionando acidentes. Numa apreciação preliminar, verificam-se alguns pontos que tornam a mensagem bastante suspeita e forte candidata a figurar no rol das lendas.
      1. Referência a uma empresa de grande de porte tentando, com isso, dar credibilidade aos fatos descritos. 2. Ausência de dados precisos sobre datas e locais onde teriam ocorrido os supostos acidentes. 3. A afirmação de que "...aparelhos celulares se incendiaram... " durante o abastecimento é imprecisa, pois, mesmo que ocorra uma fagulha nele, o incêndio não ocorreria no aparelho e ele queimaria depois de exposto às chamas. 4. A afirmação de que "... aparelhos celulares se incendiaram durante uma conversação ..." é pouco digna de crédito pelas razões expostas acima. 5. O texto mistura fatos reais (recomendações de segurança) com supostas ocorrências de acidentes.
    Consultada sobre o assunto, a Shell informou o seguinte:
Prezado Sr. Gevilacio,

Em resposta a seu e-mail, esclarecemos que nenhum dos incidentes citados ocorreu em instalações e nem foi veiculado pela Shell. Entretanto, com relação aos perigos e cuidados com telefones celulares em postos de serviço segue a informação abaixo:

- A área de abastecimento de veículos em um posto de gasolina é uma área de risco, dado que durante o abastecimento são liberados gases inflamáveis pela abertura do bocal do veiculo, causados pela passagem do combustível do bico da bomba para o tanque do automóvel.

- Estas áreas deixam de ser perigosas, a partir de 5 metros de distancia da cobertura da pista.

- Estes gases são mais pesados que o ar, assim, ao serem liberados, terão a tendência de permanecer entre uma altura pouco acima do bocal e o solo, até se dissiparem.

- Estes gases, desde que tenham uma mistura adequada com o ar, poderão se inflamar expostos a uma fonte de ignição (calor, faíscas elétricas ou chama).

- Os celulares, embora tenham melhorado na qualidade de construção e de encaixes da caixa com a bateria, não são adequados para uso nestas áreas, uma vez que existem frestas na caixa do aparelho, que podem possibilitar contato de alguma centelha interna com a atmosfera externa. A razão disto é que qualquer faísca que os contatos elétricos do aparelho possam gerar poderá inflamar a mistura mencionada acima que possa existir no momento da liberação.

- Celulares em postos de serviço NUNCA poderão ser utilizados na área embaixo da cobertura onde existem as bombas de abastecimento. Caso haja extrema necessidade de utilização de celulares em postos, estes deverão ser utilizados dentro das lojas de conveniência ou a, no mínimo, 5 metros distante do limite da cobertura e da área de descarga de produto onde existem os bocais de tanques (tampas redondas) no solo, para recebimento de combustível pelo posto.

- No manual de aparelhos celulares consta o alerta de não utilização durante o abastecimento de automóveis.

- Nos nossos postos, constam avisos de não utilização fixados nas pilastras da cobertura.

Agradecemos sua visita ao nosso site.

Shell Brasil Ltda.
    Diante da nova versão surgida em julho de 2004, a Shell informa em sua página:
O Grupo Shell (nível mundial) não tem informação de qualquer acidente grave provocado pelo uso de telefones celulares em suas instalações. Portanto, o e-mail que está circulando na internet como se fosse um alerta da empresa é falso e não é de autoria do Grupo Shell.
1. Tais avisos [de risco potencial] surgiram, aparentemente, a partir das precauções contidas nos manuais de fabricantes de telefones celulares alertando para evitar o seu uso em áreas com 'atmosfera potencialmente explosiva', tal como um posto de gasolina. No entanto, esse alerta surgiu a propósito de uma norma emitida no Reino Unido numa época em que os telefones celulares possuíam potência de até 20 Watts enquanto hoje a potência mais comum é de 0,6 Watts.

2. Para concluir, as pesquisas realizadas não produziram nenhuma evidência que sugira existir o risco real de um telefone celular produzir acidentes em postos de gasolina. Na verdade, jamais foi confirmada, em todo o mundo, a ocorrência de um acidente diretamente associado ao uso de telefone celular.

3. Apesar de ser teoricamente possível que uma faísca originada de uma bateria de telefone celular possa produzir ignição em um vapor de gás sob condições bem definidas, as evidências históricas não indicam a necessidade de novas pesquisas sobre o assunto.

Mais em Investigation of the Potential for Wireless Phones to Cause Explosions at Gas Stations
    O Petroleum Equipment Institute - PEI em sua página Stop Static informa:
O PEI jamais documentou um único acidente, associado ao uso de telefones celulares, durante o abastecimento de veículos.

Nessa mesma página do PEI existem três recomendações de segurança a serem seguidas durante o abastecimento de veículos:
    * Desligue o motor do carro. * Não fume. * Não abra a porta do carro.
(O texto diz para não retornar ao veículo - Never Re-enter Your Vehicle, mas você não vai deixá-lo no posto, vai? :)) O alerta é para evitar a aparição de uma faísca, provocada por eletricidade estática, no momento em que se toca no carro. Os vapores existentes no local e o surgimento de uma faísca podem provocar explosão.)

M mensagem semelhante circula nos Estados Unidos desde 1999 e é a origem da versão brasileira.. (Veja The New 'Boom' in Cell Phones.)

Em meados de 2004, surgiu vídeo mostrando princípio de incêndio num posto de gasolina. O vídeo se intitula La gasolinera, sugerindo que o fato teria ocorrido em país de língua espanhola.




Nesse vídeo, o fogo surge no momento em que a mulher sai do carro e toca no bico da mangueira. O incêndio é conseqüência de faísca decorrente de eletricidade estática. Nada a ver com telefone celular.

Conclusão: é mais um boato, uma pulha virtual. Nem os fatos descritos ocorreram nem a Shell divulgou o alerta mencionando os supostos acidentes.


No entanto...

Dia 19 de novembro de 2007, 02:30 h, cidade de São Paulo, mais precisamente, posto de gasolina localizado na esquina das ruas Lisboa e Arthur de Azevedo (bairro de Pinheiros): ocorreu incêndio no momento em que caminhão tanque abastecia uma das bombas.


Enquanto o jornal G1 - Edição São Paulo não especificava as causas do acidente, o jornal ZeroHora.com afirmava em sua edição do dia seguinte:
No dia 23 de novembro (2007), a notícia:
    "Morre frentista do posto que explodiu em Pinheiros. ... "Alguns companheiros do frentista no trabalho afirmam que o acidente ocorreu logo após Santos, que estava em cima de um caminhão ajudando a abastecer os tanques do posto, abrir um celular. A hipótese é que neste momento alguma faísca possa ter saído do celular e provocado a explosão."
A hipótese é que... Por via das dúvidas, não use telefone celular em posto de gasolina. É mais seguro.

Veja o filme registrado por câmara de segurança do posto:


 
Em março de 2006,

"O celular de uma estudante de Araras, no interior de São Paulo, explodiu dentro do bolso da calça. A menina de 14 anos estava em um show e teve uma queimadura de segundo grau na perna."

Mais em Celular de estudante explode no bolso da calça

Mais sobre telefones celulares e gasolina:

Cell-Phone Fires: A Lot of Static

Estudo explica porque celular em posto é proibido

Exxon warns dealers of cell phone risks

O boato que virou lei (em São Paulo, a maior cidade do país :)

Quais os riscos do uso do celular?

The New 'Boom' in Cell Phones

fonte: http://www.quatrocantos.com/lendas/74_celular_gasolina.htm

segunda-feira, 4 de abril de 2011

To Vendo Isso Não - Extintores Fashion

O que os Bombeiros acham? A marca francesa Fire Design oferece os mais diversos modelos de extintor de incêndio para proteger a família e decorar a casa.
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Extintor de incêndio é uma peça que, teoricamente, todos deveriam ter em casa. Pensando na segurança particular e na decoração dos ambientes domésticos, a marca Fire Design, especializada em extintores diferenciados, traz modelos com design moderno e tamanho menor do que os convencionais. Além de proteger a família, os itens ainda podem decorar a cozinha, o escritório ou a sala.
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Com preços que variam de 65 a 145 euros, os extintores estão à venda apenas nas lojas Cadeau Store e Boutique Fire, na França, ou pela internet – com taxa de entrega sob consulta. Além dos modelos prontos das séries Uni, Collection e Luxe, também é possível escolher um design exclusivo. No site da marca, você monta o Fire Design V.I.P com a estampa e as cores de sua preferência.
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Fonte: http://ht.ly/3I4X7

sábado, 14 de março de 2009

Flashover (Combustão súbita generalizada)

Flashover (Combustão súbita generalizada)
O pior pesadelo para os bombeiros





Nos países que tem estatísticas bem estruturas e detalhadas das causas que provocam a morte dos bombeiros combatendo incêndio dentro das estruturas, é citado o fenômeno do flashover como uma das principais. Inclusive quando se registram mortes pelo desabamento do edifício ou do teto, em muitos casos, antes ocorreu um flashover.

Definição de flashover
Quando há fogo em um espaço confinado existe uma etapa onde a radiação térmica total gera nos combustíveis ali existentes a pirólisis, onde os gases se tornam quentes e há partículas em suspensão. Caso tenha uma fonte de ignição, pode ocorrer uma súbita transição de um incêndio progressivo em um incêndio generalizado. A causa desta mudança de estado é chamada de fashover.

O fenômeno denominado de forma geral como
“flashover” é uma das principais causas de morte entre os bombeiros, de acordo com os registros estatísticos dos países que levam uma contabilidade correta de suas operações



Essa transição para um incêndio generalizado depende de variáveis tais como a influência térmica da radiação e a convecção, que são forças responsáveis por este processo. Além disso, as condições de ventilação, a divisão física, o volume, a geometria do espaço incendiado e a combinação dos gases quentes presentes são responsáveis pelo flashover.

Se você quiser definir o flashover com aspectos físicos possíveis de visualizar ou medir, imagine as chamas, após a adição de oxigênio ao local, através da abertura de uma porta ou janela, gases com temperaturas de 600ºc à altura do teto e correntes de ar quentes ao nível do piso alcançando 20 kW/m2. Vale ressaltar a presença, poucos segundos antes de ocorrer um flashover, de uma nuvem de gases movendo-se no local na forma de um redemoinho.
De maneira geral, o término do flashover é utilizado por muitos bombeiros para descrever uma história de sucesso que culmina em uma rápida escalada do fogo ou ainda em uma explosão acompanhada por uma onda de pressão que rompe as janelas e derruba as paredes. Um fogo confinado que se expande fora de seus limites iniciais. Um fogo que avança perigosamente em uma grande velocidade, através do teto e que, geralmente, suporta o processo. Não é comum a explosão, ainda que possa ocorrer se a onda de pressão e a combustão entrarem em contato como o oxigênio. O ponto onde ocorre a quebra da estabilidade é quando a ventilação causa maior energia que pode se dissipar pelo local incendiado.


Deflagração (desencadeamento) e backdraft
Um incêndio em um local com ventilação limitada provoca normalmente a formação de gases contendo partículas dos produtos que queimam, originadas pela combustão incompleta e a pirólisis. Esta acumulação de partículas pode subitamente entrar em ignição, produzindo uma deflagração, através da entrada de ar fresco no local.
Esta deflagração se move no espaço primitivamente incendiado até que entre em contato com o ar. Este movimento súbito da massa de gases prendidos se denomina, em inglês, backdraf ou backdraught.
Segundo estudos científicos realizados, foram identificados aspectos que nos ajudam a compreender melhor este fenômeno. A investigação foi divida em três fases:
¨ Simulação de exploração,
¨ Modelo para estudar a influência da força da gravidade e
¨ Experimentos quantitativos.

O modelo utilizado é o que descreve como os fluídos de diferentes densidades interagem de maneira tal que existe uma interface vertical entre ambos, o movimento resulta como conseqüência que o fluído de maior densidade vá por baixo do mais leve. Podemos observar esta relação singular através de exemplos, nas avalanches, fugas de gases pesados, na mistura de água salgada e doce, correntes contaminadas e brisas marinhas.

O papel desta interação do backdraft é com relação ao movimento de ar em um espaço pouco ventilado e, às vezes, os bombeiros o definem como uma corrente de ar em um circuito fechado. Muitas vezes pode-se observar quando a pressão dos gases e a fumaça do incêndio são empurradas em direção à uma janela ou porta, formando-se um violento processo de combustão onde há o ingresso de ar no ambiente. A velocidade deste deslocamento e o ingresso é um sinal bastante confiável do nível de ventilação existente no espaço que se deve operar.

Esta troca de correntes não é tão fácil de observar quando existe uma fumaça espessa deslocando-se próxima do piso, pode-se observar a troca, desde o ponto de entrada, porque é algo parecido como um turbilhão, um redemoinho, do tamanho de uma bola de futebol que suga ar fresco do ambiente externo. O backdraft acontece quando a ventilação leva a uma ignição das partículas existentes dentro dos gases de combustão. Quando isso acontece há um som do tipo whooooompf” ou “bang”, seguido de uma violenta explosão que pode derrubar até um prédio, dependendo de sua intensidade. Geralmente ocorre uma grande bola de fogo que sai do espaço incendiado, depois de entrar em contato com o oxigênio externo.

Ignição dos gases de combustão
Há uma ampla variedade de processos de ignição que podem dar inicio a um grande incêndio. Em geral, esse processo começa através da introdução de uma fonte de ignição (oxigênio) no local onde há gases acumulados e onde já está acontecendo um início de incêndio.

Os gases que escapam por uma janela, por exemplo, sem alguma barreira que os contenha, se projetam a longas distâncias, como um disparo, parecido com um jato de fogo.



Fonte
Esta nota é uma tradução adaptada do artigo “Flashover. A firefighter’s worst nightmare” publicado na revista norte-americana Fire & Rescue, de abril de 2003.

Sobre o autor
Paul Grimwood foi bombeiro durante 26 anos, no Reino Unido e nos EUA. Escreveu mais de 50 artigos técnicos e o livro Fog attack. Como estrategia e tática seus suportes foram internacionalmente reconhecidos e seu nome é mencionado em diversos trabalhos de estudiosos e colegas. Aqueles que querem conhecer mais sobre seus trabalhos podem ir ao sait: www.firetactis.com

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

A Prevenção de Incêndios no Brasil

A Prevenção de Incêndios no BrasilAs

autoridades governamentais de nosso país deveriam estar mais atentas à prevenção de incêndios em nossa sociedade antes que seja tarde demais O nosso país é, sem dúvida, um dos mais atrasados do mundo em relação à prevenção de incêndios. Nossos governos, municipais, estaduais e o federal, quase nada fazem para melhorar esta situação; são omissos em relação a este problema que é seríssimo e que provoca a perda de várias vidas. Os poderes públicos, legislativo, judiciário e executivo não têm se empenhado como deveriam na apresentação de leis, decretos e portarias para resolver a questão. O Corpo de Bombeiros não recebe as verbas necessárias para o treinamento adequado de seus componentes e para a efetiva prevenção de incêndios. Dinheiro para a aquisição de veículos então, nem pensar. Recentemente, estive em Porto Alegre e alguns bombeiros da Brigada Militar perguntaram-me, em tom de brincadeira, se eu poderia interceder junto ao comandante do Corpo de Bombeiros de São Paulo, para doação de algumas das viaturas da coleção histórica da corporação que estão em melhores condições do que muitas em uso no Rio Grande do Sul.

O Contru de São Paulo - órgão da prefeitura outrora mais rica do país - não tem em seu quadro funcionários suficientes para fiscalizar as edificações da cidade. E o pessoal que lá está, em sua maioria, padece do mal crônico comum a outras entidades brasileiras: a "má vontade".

As seguradoras só preocupam-se em receber o prêmio do seguro, pouco se importando em cobrar dos clientes as condições ideais de proteção exigidas pelas poucas leis vigentes.

Mesmo grandes hospitais que propagam aos seus clientes serem instituições sérias e seguras, escolas famosas e grandes shoppings centers são verdadeiras "arapucas" prontas para, em caso de incêndio, "torrar" seus ocupantes. Esses estabelecimentos cobram diárias ou mensalidades exorbitantes e não oferecem, em contrapartida, a segurança que seus pacientes, alunos ou clientes merecem.

No mundo todo existem 32 universidades que oferecem curso de graduação em Engenharia de Incêndio, ao passo que no Brasil não temos nenhuma. A escola padrão da América Latina para formação e treinamento de bombeiros, pertencente ao Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, em Franco da Rocha, está abandonada há anos.

Estas constatações nos levam a refletir sobre a gravidade deste problema e a falta de atenção que é dispensada a tão relevante assunto. Estamos lidando com vidas e mesmo assim, nem as autoridades nem a iniciativa privada se sensibilizam, não encaram a prevenção de incêndios como prioridade. Estamos nos deparando com uma triste realidade e não fazemos nada para mudá-la. Até quando conviveremos com este descaso?
Sérgio Tômas Ceccarelli

http://www.jseg.net/conteudo/artigo.aspx?id=782

quinta-feira, 12 de junho de 2008

DDS - FUJA DE INCÊNDIOS...

Temos aqui um guia que vai orientar você a escapar de casa, do trabalho, edifícios, lojas e de locais
públicos... onde quer que você esteja e é surpreendido por um incêndio.
Seu pior inimigo chama-se “fumaça”. A fumaça, o calor, os gases, podem colocar você em estado de choque e matá-lo depois de poucas respiradas. Se você for pego pela fumaça, não se apavore, deite no chão e rasteje.
Ela é mais leve que o ar e tende a ocupar primeiramente os espaços superiores. Um outro inimigo é o “elevador”. Ele pode aprisionar você. Se os sinais do elevador forem ativados por calor, o elevador pode ser forçado a ir para o local onde o fogo está. Você não gostaria de estar nele neste momento. Faça um lembrete mental das escadas para saída de incêndio, onde quer que você esteja. Use-as para descer para descer para os níveis abaixo de onde se encontra o incêndio. Faça um lembrete mental das várias saídas de incêndio, sempre que entrar num restaurante, cinema, teatro, etc. Fumaça ou cheiro de coisa queimada pode significar o início de um incêndio. Então evite a portaria principal, certamente estará tumultuada. Procure as saídas laterais que normalmente estão sinalizadas.
Como sair do edifício que você trabalha; do seu apartamento ou de lugares altos? A seguir algumas recomendações:
- Se você mora num edifício, instale um detector de fumaça do lado de fora da área dos quartos de dormir;
- Procure sempre saber o local das saídas de emergência e das caixas de alarmes mais próximas de você;
- Tenha sempre em mente o número de telefone do corpo de bombeiro;
- Fique atento ao sentir cheiro forte de fumaça;
- Feche as portas atrás de você;
- Use as escadas, nunca elevadores;
- Tenha em mente um plano de emergência de saída (pergunte ao seu síndico sobre isto).

Se você deparar com uma situação desta e ficar preso, tome as seguintes atitudes:
- Procure manter a calma e orientar aquelas pessoas mais despreparadas;
- Pense;
- Rasteje se houver fumaça. Prenda sua respiração e feche os olhos sempre que possível;
- Coloque portas fechadas entre você e a fumaça. Procure as frestas em volta das portas e respiros, usando trapos e tecido, se for possível molhe-os;
- Desligue todos os aparelhos presentes;
- Faça sinais pela janela, se houver telefone procure o corpo de bombeiros e informe sua localização, mesmo que eles já estejam presentes.

terça-feira, 3 de junho de 2008

DDS - O ACETILENO

O ACETILENO

O acetileno é um composto de carbono e hidrogênio. E um gás incolor e ligeiramente mais leve que o ar a mesma temperatura e pressão atmosférica. O acetileno com 100 % de pureza é inodoro, porém o gás normalmente utilizado nas indústrias, possui um cheiro característico de alho. O acetileno queima no ar com uma temperatura muito quente, isto é, atinge temperaturas altas. As temperaturas para ignição de acetileno com o oxigênio variam conforme os fatores de composição, pressão, o conteúdo de vapor de água e a temperatura inicial. Como exemplo: a mistura que contém 30% de volume de acetileno com ar, à pressão atmosférica, pode sofrer ignição a aproximadamente 250 graus celsius.
Os cilindros para acetileno vem equipados com um dispositivo de descarga de pressão para o escape do acetileno em caso de temperaturas altas. Regras de segurança para o armazenamento dos cilindros:
- Os cilindros devem ser sempre armazenados num lugar definitivo, em locais secos e bem ventilados;
- Nunca devem permitir que os cilindros atinjam temperatura acima de 60 graus celsius;
- As válvulas devem estar fechadas quando os cilindros não estiverem em uso;
- Os cilindros não devem ser colocados diretamente em contato com o chão, para evitar ferrugens. A incidência direta dos raios solares devem ser evitados;

Regras de segurança para o manuseio:
- Nunca tente consertar ou alterar cilindros ou válvulas;
- As conexões e mangueiras devem estar sempre bem vedadas e as mangueiras em boas condições. Os locais sob suspeita de vazamento devem ser testados com água e sabão. Nunca utilize um chama para este teste.
- Caso uma válvula com gaveta vaze em torno de seu eixo com a válvula aberta, feche-a e aperte a porca da gaveta. Se isto não for suficiente para conter o vazamento, coloque uma etiqueta no cilindro indicando a irregularidade e notifique o fornecedor. Mantenha-o em local arejado e sinalize para evitar que pessoas se aproximem com cigarros ou outra fonte de ignição;
- Antes de movimentar os cilindros, deve-se fechar as válvulas. Os reguladores de pressão devem ser sempre removidos e as cápsulas de proteção de válvula colocadas no lugar, a não ser que os cilindros sejam movimentados e bem amarrados na posição vertical;
- Nunca use os cilindros de acetileno como roletes, suportes ou para qualquer outra finalidade, senão aquela que é destinada;
- A movimentação horizontal pode ser usada. Neste caso fixe-o bem ao carrinho com correntes, de forma que suas válvulas estejam protegidas, de modo a evitar choques com objetos estacionários;

Experimentos provaram que o acetileno pode ser aspirado em concentrações relativamente elevadas sem efeitos crônicos ou nocivos. O que não pode ocorrer é esta concentração suprir a existência de oxigênio que deve estar presente no ar em concentração mínima de 18% em volume. Neste caso ocorrerá a asfixia.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

DDS - IGNIÇÃO ESPONTÂNEA

Você já viu um pintor recolher trapos ensopados com óleo de linhaça e tinta ao término do trabalho? Se já viu, você viu na verdade uma demonstração de prevenção de incêndio no trabalho. Isto também vale para o mecânico que coloca os pedaços de pano com óleo num recipiente de metal equipado com tampa automática. Latas para trapos com óleo devem ser colocadas em todos os lugares onde eles precisam ser usados. Estas medidas de precaução são geralmente tomadas no trabalho, mas não em casa.
Por que esses pedaços de pano ou trapos representam risco de incêndio? Representam porque um fósforo ou cigarro aceso poderiam ser jogados sobre eles causando um incêndio. Esta é realmente uma das razões. Um outro fator é a auto-ignição. Sob certas condições, estes materiais podem pegar fogo sem a presença de uma chama. A ignição espontânea é um fenômeno químico, no qual há uma lenta geração de calor, a partir da oxidação de materiais combustíveis. Como “oxidação” significa a combinação com o oxigênio, devemos nos lembrar de que o oxigênio é um dos três fatores necessários para fazer fogo: combustível, calor e oxigênio.
Quando a oxidação é acelerada o suficiente sob condições adequadas, o calor gerado atinge a temperatura de ignição do material. Assim haverá fogo sem o auxílio de uma chama externa. Alguns materiais entram em ignição mais rapidamente do que outros. Por exemplo: sob mesma aplicação de calor, o papel incendeia mais rápido que a madeira; a madeira mais rápido que o carvão; o carvão mais rápido que o aço e assim por diante. Quanto mais fina for a partícula de um combustível mais rapidamente ele queimará. Voltemos aos trapos com óleo. Os peritos em incêndio já provaram que muitos dos incêndios industriais (e alguns domésticos sérios) foram causados quando trapos oleosos empilhados juntos geraram calor suficiente para pegar fogo. Estes especialistas nos ensinaram duas formas de evitarmos a auto-ignição de trapos com óleo: manter o ar circulando através deles ou colocando-os num local onde não teriam ar suficiente para pegar fogo. A designação de uma pessoa especialmente para ficar revirando uma pilha de trapos para evitar a queima é ridículo. Assim sendo, a segunda idéia parece ser melhor. O lugar ideal é uma lata de metal com tampa automática, isto é, que feche por si mesma. A finalidade é excluir todo o oxigênio. Naturalmente se enchermos o recipiente até a boca, a ponto de a tampa não fechar totalmente, a finalidade do recipiente estará comprometida. O oxigênio penetrará na lata e fornecerá o item que lhe falta para causar o incêndio.
Para iniciar um incêndio alguns itens são mais perigosos. O óleo de linhaça e os óleos secantes usados para pintura são especialmente perigosos. Porém, mesmo óleo de motor tem capacidade de incendiar trapos espontaneamente. A temperatura normal do ambiente, algumas substâncias combustíveis oxidam lentamente até atingirem o ponto de ignição. Em pilhas de carvão com temperaturas acima de 60 graus centígrados são consideradas perigosas. Quando a temperatura aproximar deste valor e tende a aumentar, é aconselhável a remoção da pilha de modo a ter uma melhor circulação de ar para arrefecimento.
Os fazendeiros conhecem muito bem os riscos de serragem, cereais, juta e sisal, especialmente quando estão sujeitos a calor ou a alternação de umedecimento e secagem. A circulação de ar, a remoção de fontes externas de calor e o armazenamento em quantidades menores são os cuidados desejáveis.
Tenha em mente os perigos da combustão espontânea e pratique jogando trapos com óleo e lixo em recipientes adequados, tanto no trabalho quanto em casa. Faça da segurança o seu mais importante projeto pessoal, aquele do tipo “FAÇA VOCÊ MESMO”.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

DDS - RECIPIENTE: LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS

Muitas instalações industriais e estabelecimentos comerciais compram líquidos inflamáveis em tambores de 150 litros. Para o uso rotineiro eles transferem estes líquidos para recipientes menores. Os tambores devem satisfazer os rígidos padrões ICC para que possam estar qualificados como recipientes para transporte de líquidos inflamáveis. Porém, estes padrões não servem para qualificar os tambores como recipientes de armazenamento de longo prazo.
Muitos usuários assumem que é seguro armazenar tambores fechados exatamente como foram recebidos. Um tambor para ser seguro para armazenamento deve ser protegido contra a exposição a riscos de incêndio e explosão. O armazenamento externo deve ser preferido em relação ao interno. Porém, os tambores devem ser protegidos contra a luz solar direta e contra outras fontes de calor. O tampão deve ser substituído por um respiro de alívio vácuo-pressão, tão logo o tambor seja aberto. Este tipo de respiro deve ser instalado num tambor de líquido inflamável vedado se houver qualquer possibilidade de que ele seja exposto a luz solar direta, ou for danificado de qualquer maneira, seu conteúdo deve ser imediatamente transferido para um recipiente em bom estado em que seja limpo ou que tenha sido usado para guardar o mesmo líquido anteriormente.
O recipiente substituto deve ser do tipo que satisfaça as exigências necessárias de segurança. Todo tambor deve ser verificado quanto à presença do rótulo identificando o seu conteúdo. É importante que este rótulo permaneça claramente visível para evitar confusão com outro inflamável e também facilitar o descarte seguro.
Talvez o equipamento mais comum para armazenar pequenas quantidades de líquido inflamável sejam aqueles portáteis variando de 1 a 15 litros. Os recipientes seguros são feitos de várias formas.
Recipientes especiais podem ser usados para líquidos viscosos como os óleos pesados. Os recipientes para o uso final também são fabricados de muitas formas, para diferentes aplicações.
Somente os recipientes de segurança reconhecidos FM ou UL devem ser considerados aceitáveis para o manuseio de líquidos inflamáveis, seja para o armazenamento, transporte ou utilização final. Os recipientes devem ser pintados de vermelho e ter rótulos claramente visíveis e legíveis que identifiquem os conteúdos e indiquem os riscos existentes.
O aço inoxidável ou recipientes não pintados podem ser usados para líquidos corrosivos ou de dissolução de tinta. Os líquidos inflamáveis geralmente são comprados em pequenos recipientes com tampas e roscas. Embora eles satisfaçam rígidos padrões para se qualificarem como recipientes para transporte, não oferecem necessariamente proteção contra o fogo, o que é exigido de recipientes para armazenamento e transporte de líquidos combustíveis e inflamáveis. Consequentemente recomenda-se que em cada caso em que um grau maior de segurança deva ser obtido, todos os líquidos inflamáveis sejam transferidos para recipientes “reconhecidos”, tão logo os recipientes de transporte sejam abertos. Nunca tente abrir um recipiente usando maçarico ou outro objeto sem que tenha sido feito a desgaseificação. Procure orientação em caso de dúvida com a segurança do trabalho.

sábado, 29 de março de 2008

DDS - PREVENÇÃO À INCÊNDIOS

UTILIZAÇÃO DO EXTINTOR DE GÁS CARBÔNICO - CO2

O CO2 é um gás incolor, atóxico e não condutor de eletricidade, este agente extintor é indicado no combate a incêndios em equipamentos elétricos. Por ser um gás este tem condições de penetrar em locais de difícil acesso, preenchendo o espaço e retirando o oxigênio, extinguindo o fogo.

O extintor de CO2 possui uma característica própria, por ser um gás pressurizado seu cilindro é o mais pesado e resistente de todos, possui um difusor para dissipação do gás e não possui o manômetro.

COMO USAR :

þ Leve o extintor de CO2 próximo do local do fogo ( 2,5 metros);
þ Retire a trava de segurança rompendo o lacre;
þ Retire o difusor, segurando pela empunhadura de borracha para evitar queimaduras proveniente do congelamento do mangote;
þ Ataque rapidamente o fogo, dirigindo o jato para a base do fogo, com rápidos movimentos circulares do difusor;
þ Observe o término da carga de gás, você verificará que o som do produto sendo expelido ficará mais forte e sairá somente ar pressurizado.
þ Após a utilização do extintor, este deverá ser separado e enviado à recarga. Informe sempre quando ocorrer a despressurização do extintor, mesmo que seja acidental.

ONDE USAR :

þ Combustíveis da CLASSE B (gasolina, diesel, álcool, etc.);
þ Combustíveis da CLASSE C (equipamento elétrico energizado), o mais indicado
No seu rótulo você visualizará as letras B/C informando a classe do mesmo.

Extintores de incêndio que tenham perdido mais de 10 % de seu peso, ou que estejam com o lacre rompido devem ser retirados do uso e encaminhados para uma recarga imediatamente, esta revisão deve ocorrer no mínimo uma vez ao ano.