Gás Sulfídrico (H2S)
Informações gerais
O H2S é um gás incolor, mais pesado do que o ar, com odor desagradável de ovos podres. Seu estado físico pode ser líquido sob pressão.
Usos: Produção de diversos sulfetos inorgânicos, ácido sulfúrico, compostos orgânicos sulfurosos, desinfetante em agricultura, etc.
Na indústria do petróleo as principais fontes de exposição são: Perfuração e produção: poços de gás e óleo.
Transporte e armazenamento do petróleo.
Refinarias: efluentes líquidos, petróleo cru, hidrocraqueamento, bombas, hidrogenação, respiros de tanques, unidades de destilação do petróleo, águas ácidas, sistemas blow down, drenagem de tanques.
Sinônimos: Sulfeto de hidrogênio, hidrogênio sulfurado, ácido hidrossulfúrico, sulfeto de diidrogênio.
Grau de Insalubridade (NR 15)
Máximo.
Grau de risco à saúde (API)
Altamente tóxico à exposição aguda.
Classificação de carcinogenicidade ocupacional (ACGIH / 95-96)
Não estabelecida.
Limites de tolerância
LT-MP ou TLV-TWA (ACGIH / 95-96) = 10 ppm, 14 mg/m3LT-ECD ou TLV-STEL (ACGIH / 95-96) = 15 ppm, 21 mg/m3IDLH = 300 ppmMAC (Rússia) = 10 mg/m3LT-NR 15 (Brasil) = 8 ppm, 12 mg/m3
Toxicocinética e toxicodinâmica
O gás sulfídrico é um gás altamente tóxico e irritante, que atua sobre o sistema nervoso, os olhos e as vias respiratórias. A intoxicação pela substância pode ser aguda, subaguda e crônica, dependendo da concentração do gás no ar, da duração, da freqüência da exposição e da suscetibilidade individual.
O H2S inibe enzimas que contêm metais essenciais como ferro (Fe) e cobre (Cu). Destaca-se a inibição da citocromoxidase, levando a bloqueio da respiração celular no interior das células. O H2S forma sulfetos metálicos (citocromoxidase-sulfeto), pela reação com o ferro trivalente (Fe3+) desta enzima. Em conseqüência, há um bloqueio na troca de elétrons na cadeia respiratória, o oxigênio não é consumido e não há produção de energia.
O H2S interage com a metemoglobina, formando o complexo sulfometemoglobina. Combina-se também em pequena proporção com a hemoglobina, formando sulfemoglobina.
Exposição aguda
O H2S é um gás volátil, e a principal via de penetração é a respiratória. Experimentos com animais de laboratório mostraram absorção através da pele; contudo, no homem, a absorção por essa via é discutida.
No nível dos alvéolos pulmonares, o H2S solubiliza-se no líquido surfactante que cobre a superfície das células, ocorrendo reação com compostos básicos presentes no tecido. Durante a solubilização ocorre a hidrólise. A forma ionizada (H+) tem caráter ácido, enquanto que a forma molecular (H2S) é lipossolúvel e atravessa facilmente a membrana alveolocapilar, que tem uma composição lipídica. A partir desse ponto, o H2S atinge a corrente sangüínea, distribuindo-se para todo o organismo, produzindo efeitos sistêmicos:
No nível do sistema nervoso central: excitação seguida de depressão, particularmente no centro respiratório: fraqueza, dor de cabeça, náusea, vômito, hiperexcitabilidade, alucinações, amnésia, irritabilidade, delírio, sonolência, fraqueza, convulsões e morte. (Quadro abaixo).
Concentração do H2S (ppm)
Tempo de exposição
Efeitos
0,0005 - 0,13
1 minuto
percepção do odor
10-21
6 - 7 horas
irritação ocular
50 - 100
4 horas
conjuntivite
150 - 200
2 - 15 minutos
perda do olfato
200 - 300
20 minutos
inconsciência, hipotensão, edema pulmonar, convulsão, tontura e desorientação
900
1 minuto
inconsciência e morte
1.800 - 3.700
instantes
morte
No nível do sistema respiratório: tosse, às vezes expectoração sanguinolenta, polipnéia (respiração rápida), espasmo brônquico, às vezes edema agudo de pulmão, traqueobronquite, broncopneumonia tardia, rinite com anosmia (perda do olfato).
No nível cardiovascular: hipotensão, arritmias (taquicardia, bradicardia, fibrilação atrial).
A perda do olfato resulta da interação do H2S com o zinco (Zn), que é importante nas reações de percepção do olfato. A fadiga olfatória ocorre em 2 a 15 minutos, em concentrações acima de 100 ppm. Desta forma, o odor do H2S não é parâmetro seguro para se avaliarem concentrações perigosas.
A ação irritante do H2S sobre a pele e as mucosas gastrointestinal decorre da formação de sulfeto de sódio, surgindo prurido (coceira), queimação e hiperemia (vermelhidão). Nos olhos surgem conjuntivite, fotofobia, lacrimejamento e opacificação da córnea.
No aparelho digestivo, o H2S irrita a mucosa gastrointestinal e produz náusea e vômito.
A biotransformação do H2S ocorre muito rapidamente e envolve em parte reações de oxidação pela hemoglobina oxigenada e por enzimas hepáticas, formando sulfatos e tiossulfatos que são eliminados pela urina e pelas fezes.
Quando este mecanismo de desintoxicação é induficiente, como ocorre em exposição a concentrações muito elevadas, acima de 700 ppm, o H2S é eliminado inalterado no ar expirado.
Alguns estudos mostraram uma maior incidência de conjuntivite e queratoconjuntivites na exposição noturna. Isto poderia ser explicado pelos seguintes mecanismos:
1. A biotransformação do H2S em sulfatos depende da glutationa, cuja concentração não é constante durante as 24 horas do dia.
2. Pelas variações de concentração urinária de metais, havendo evid6encia de uma menor concentração de cobre e zinco à noite.
3. Pela menor renovação celular do tecido epitelial da mucosa ocular e córnea, à noite.
Exposição crônica
Não existe concordância na literatura quanto a efeitos na exposição crônica ao H2S, e o tema é discutível, devido à sua rápida biotransformação.
Contudo, estudos mostram a possível ocorr6encia de efeitos sistêmicos a exemplo de alterações neurológicas, distúrbios neurovegetativos, polineurites, vertigem, dor de cabeça, nervosismo, paralisia e fraquezas. Taxas elevadas de abortamento foram encontradas em mulheres grávidas expostas ao H2S; distúrbios digestivos, como perda do apetite, perda de peso e náuseas.
Efeitos locais a exemplo de conjuntivite, inflamação das vias aéreas superiores, bronquite crônica, conjuntivite e queratoconjuntivite.
Controle da exposição e prevenção da intoxicação
Todo o pessoal envolvido nos processos onde haja exposição ao H2S deverá estar suficientemente informado dos riscos, como também adequadamente treinado para atendimento de emergência.
Enclausuramento ou isolamento dos processos. Ventilação e exaustão em áreas com possibilidades de vazamentos.
Usos de equipamento de proteção respiratória: máscara com filtro químico e até ar mandado.
Primeiros Socorros
Na inalação
Remoção imediata do paciente da área contaminada e manobras de ressuscitação cardiopulmonar, se necessário. Transferência da vítima ao setor de saúde e, na vigência de sinais e sintomas de envenenamento sistêmico, adotar:
1. Oxigênio a 100% umidificado. A oxigenioterapia pode diminuir os efeitos tóxicos do H2S. Uso de oxigenioterapia hiperbárica, se disponível, pode ser útil.
2. Inalação do conteúdo de uma ampola de nitrito de amilo embebido em algodão, lenço ou qualquer tecido durante 30 segundos. Pode-se repetir a cada minuto, durante 5 minutos. A inalação do nitrito de amilo deverá ser suspensa quando se iniciar o nitrito de sódio.
Ação do medicamento:
a. Reduz o trabalho cardíaco e as necessidades de oxigênio.
b. Estimula a respiração por ação nos quimiorreceptores do seio carotídeo.
c. Rapidamente absorvido, ganha a corrente sangüínea onde transforma a hemoglobina em metemoglobina, que compete com a cito-cromoxidase pelos íons sulfeto, formando sulfometemoglobina, recuperando a citocromoxidase.
d. Melhora o espasmo (constrição) dos brônquios e previne o espasmo das coronárias.
3. Administração venosa de 10 mL de nitrito de sódio a 3%, o mais brevemente possível, lentamente, no período de 3 minutos.
Ação do medicamento:
a. É também um agente formador de metemoglobina, que protege a citocromoxidase, prevenindo a anóxia (baixa oxigenação).
b. Formação de tiossulfatos, que são eliminados na urina.
A ação antidotal do nitrito de sódio é atribuída à competição pelos sulfetos livres entre os tecidos, à citocromoxidase e à metemoglobina circulante, formando o composto sulfometemoglobina, que lentamente libera os sulfetos para processos de metabolização endógena. A citocromoxidase liberada reativa o metabolismo aeróbico.
A eficácia da terapia com nitritos é controversa; contudo, eles têm sido empregados com sucesso em intoxicações severas e o benefício advém da prevenção da anóxia severa ao converterem a hemoglobina em metemoglobina, preservando a citocromoxidase. A efetiva ação do medicamento ocorre quando ele é utilizado alguns minutos após a exposição.
4. Tratamento das complicações: convulsões (com diazepam, fenitoína ou fenobarbital). edema agudo dos pulmões, arritmias, hipotensão (com dopamina ou norepinefrina) e parada cardiorespiratória.
Na ingestão
Não considerado.
No contato com a pele
Lavagem abundante durante 15 minutos, usar soluções fisiológicas (soro) e anestésicos.
No contato com os olhos
Lavagem abundante com soro fisiológico por 15 minutos, usar solução de ácido bórico ou solução fisiológica isotônica. Encaminhar ao oftalmologista, se indicado.
Controle biológico
A determinação do H2S no sangue é o único método para confirmar exposição a concentrações elevadas.
www.quimica.ufpr.br
IMPORTANTE
Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios.
As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.
Publicado por: Dra. Shirley de Campos
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sexta-feira, 20 de março de 2009
DDS - Tóxicos/Intoxicações - H2S
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terça-feira, 3 de junho de 2008
DDS - O ACETILENO
O ACETILENO
O acetileno é um composto de carbono e hidrogênio. E um gás incolor e ligeiramente mais leve que o ar a mesma temperatura e pressão atmosférica. O acetileno com 100 % de pureza é inodoro, porém o gás normalmente utilizado nas indústrias, possui um cheiro característico de alho. O acetileno queima no ar com uma temperatura muito quente, isto é, atinge temperaturas altas. As temperaturas para ignição de acetileno com o oxigênio variam conforme os fatores de composição, pressão, o conteúdo de vapor de água e a temperatura inicial. Como exemplo: a mistura que contém 30% de volume de acetileno com ar, à pressão atmosférica, pode sofrer ignição a aproximadamente 250 graus celsius.
Os cilindros para acetileno vem equipados com um dispositivo de descarga de pressão para o escape do acetileno em caso de temperaturas altas. Regras de segurança para o armazenamento dos cilindros:
- Os cilindros devem ser sempre armazenados num lugar definitivo, em locais secos e bem ventilados;
- Nunca devem permitir que os cilindros atinjam temperatura acima de 60 graus celsius;
- As válvulas devem estar fechadas quando os cilindros não estiverem em uso;
- Os cilindros não devem ser colocados diretamente em contato com o chão, para evitar ferrugens. A incidência direta dos raios solares devem ser evitados;
Regras de segurança para o manuseio:
- Nunca tente consertar ou alterar cilindros ou válvulas;
- As conexões e mangueiras devem estar sempre bem vedadas e as mangueiras em boas condições. Os locais sob suspeita de vazamento devem ser testados com água e sabão. Nunca utilize um chama para este teste.
- Caso uma válvula com gaveta vaze em torno de seu eixo com a válvula aberta, feche-a e aperte a porca da gaveta. Se isto não for suficiente para conter o vazamento, coloque uma etiqueta no cilindro indicando a irregularidade e notifique o fornecedor. Mantenha-o em local arejado e sinalize para evitar que pessoas se aproximem com cigarros ou outra fonte de ignição;
- Antes de movimentar os cilindros, deve-se fechar as válvulas. Os reguladores de pressão devem ser sempre removidos e as cápsulas de proteção de válvula colocadas no lugar, a não ser que os cilindros sejam movimentados e bem amarrados na posição vertical;
- Nunca use os cilindros de acetileno como roletes, suportes ou para qualquer outra finalidade, senão aquela que é destinada;
- A movimentação horizontal pode ser usada. Neste caso fixe-o bem ao carrinho com correntes, de forma que suas válvulas estejam protegidas, de modo a evitar choques com objetos estacionários;
Experimentos provaram que o acetileno pode ser aspirado em concentrações relativamente elevadas sem efeitos crônicos ou nocivos. O que não pode ocorrer é esta concentração suprir a existência de oxigênio que deve estar presente no ar em concentração mínima de 18% em volume. Neste caso ocorrerá a asfixia.
O acetileno é um composto de carbono e hidrogênio. E um gás incolor e ligeiramente mais leve que o ar a mesma temperatura e pressão atmosférica. O acetileno com 100 % de pureza é inodoro, porém o gás normalmente utilizado nas indústrias, possui um cheiro característico de alho. O acetileno queima no ar com uma temperatura muito quente, isto é, atinge temperaturas altas. As temperaturas para ignição de acetileno com o oxigênio variam conforme os fatores de composição, pressão, o conteúdo de vapor de água e a temperatura inicial. Como exemplo: a mistura que contém 30% de volume de acetileno com ar, à pressão atmosférica, pode sofrer ignição a aproximadamente 250 graus celsius.
Os cilindros para acetileno vem equipados com um dispositivo de descarga de pressão para o escape do acetileno em caso de temperaturas altas. Regras de segurança para o armazenamento dos cilindros:
- Os cilindros devem ser sempre armazenados num lugar definitivo, em locais secos e bem ventilados;
- Nunca devem permitir que os cilindros atinjam temperatura acima de 60 graus celsius;
- As válvulas devem estar fechadas quando os cilindros não estiverem em uso;
- Os cilindros não devem ser colocados diretamente em contato com o chão, para evitar ferrugens. A incidência direta dos raios solares devem ser evitados;
Regras de segurança para o manuseio:
- Nunca tente consertar ou alterar cilindros ou válvulas;
- As conexões e mangueiras devem estar sempre bem vedadas e as mangueiras em boas condições. Os locais sob suspeita de vazamento devem ser testados com água e sabão. Nunca utilize um chama para este teste.
- Caso uma válvula com gaveta vaze em torno de seu eixo com a válvula aberta, feche-a e aperte a porca da gaveta. Se isto não for suficiente para conter o vazamento, coloque uma etiqueta no cilindro indicando a irregularidade e notifique o fornecedor. Mantenha-o em local arejado e sinalize para evitar que pessoas se aproximem com cigarros ou outra fonte de ignição;
- Antes de movimentar os cilindros, deve-se fechar as válvulas. Os reguladores de pressão devem ser sempre removidos e as cápsulas de proteção de válvula colocadas no lugar, a não ser que os cilindros sejam movimentados e bem amarrados na posição vertical;
- Nunca use os cilindros de acetileno como roletes, suportes ou para qualquer outra finalidade, senão aquela que é destinada;
- A movimentação horizontal pode ser usada. Neste caso fixe-o bem ao carrinho com correntes, de forma que suas válvulas estejam protegidas, de modo a evitar choques com objetos estacionários;
Experimentos provaram que o acetileno pode ser aspirado em concentrações relativamente elevadas sem efeitos crônicos ou nocivos. O que não pode ocorrer é esta concentração suprir a existência de oxigênio que deve estar presente no ar em concentração mínima de 18% em volume. Neste caso ocorrerá a asfixia.
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terça-feira, 25 de março de 2008
DDS - SEGURANÇA COM GÁS COMPRIMIDO
Os gases comprimidos são armazenados em cilindros de paredes metálicas muito grossas, especialmente construído e testado para este fim Eles apresentam riscos especiais. Todo cilindro de gás comprimido contém uma grande quantidade de energia. Quando esta energia é aliviada inadequadamente, ela pode provocar sérios acidentes. Os gases por si só já são perigosos porque podem causar incêndios, podem ser tóxicos e podem ser corrosivos. Esta é a razão pela qual devemos tratar com respeito todos os gases comprimidos. Nesta condição eles possuem propriedades únicas que não são comuns aos sólidos e líquidos. Estas propriedades são:
1 - Baixo ponto de ebulição, que permite unha rápida difusão do gás e rápida elevação de pressão dentro do cilindro Este baixo ponto de ebulição pode causar queimaduras de frio, quando alguns gases comprimidos entram em contato com tecidos do corpo;
2 - Baixo ponto de fulgor, sempre abaixo da temperatura ambiente;
3 - Pressão. O risco mais comum associado á pressão envolve o vazamento dos gases. Além disto, quando há uma grande elevação de pressão, provocando uma descompressão explosiva na cabeça do cilindro, o cilindro passa a atuar como um míssil desgovernado, que pode causar danos graves e ferimentos sérios às pessoas;
4 - Difusividade. A difusão do gás através de uma junta de vedação vazando pode contaminar a atmosfera.
Esta contaminação pode criar uma atmosfera tóxica ou explosiva ou pode causar asfixia. Estes perigos geralmente não são observados, porque raramente podem ser vistos ou cheirados.
Sempre que um cilindro de gás for recebido, e antes de ser usado, inspecione-o cuidadosamente para assegurar-se de que esteja em boas condições e de que seu conteúdo esteja indicado corretamente no rótulo.
Algumas vezes um rótulo é colocado na superfície do cilindro, ou é fixada à tampa uma etiqueta. A válvula do cilindro deve ficar sempre tampada. Além disto, inspecione os cilindros para determinar se existe ranhuras, arqueamentos ou queimaduras por maçarico, crateras isoladas ou áreas corroídas (particularmente em volta do pescoço do cilindro ou da válvula), ou conjuntos de válvulas estragadas ou quebradas.
Se for observado qualquer defeito, isole o cilindro dos outros que estiverem bons e entre em contato com o fornecedor sobre os problemas registrados.
Armazene os cilindros em locais frescos e bem ventilados. Não guarde substâncias inflamáveis e fontes de ignição na mesma área. Armazene-os na posição vertical, com suas tampas no lugar e afastados da luz solar direta, onde possam estar sujeitos a ação climática. Guarde-os afastados de tráfego e passagem de pedestres e acorrente-os numa estrutura firme para evitar que caiam. Os gases inflamáveis devem ser armazenados separados por pelo menos 6,5 metros. O ideal é armazenar os diferentes tipos de gases inflamáveis em diferentes locais.
O manuseio incorreto de gases comprimidos pode facilmente causar danos extensivos à propriedade, sérios ferimentos e mesmo a morte de pessoas. Algumas regras de bom senso são apresentadas:
- Use sempre um carrinho de mão para transportar gases comprimidos. Amarre-o.
- Não transporte cilindros em veículos fechados.
- Mantenha os cilindros acorrentados no lugar (ou presas de outra forma) durante todo o tempo;
- Mantenha a tampa do cilindro firme no lugar, até que você esteja pronto para usar o gás comprimido;
- Aterre os cilindros que contenham gases inflamáveis;
- Use os cilindros somente na posição vertical;
- Feche todas as válvulas do cilindro quando não estiver em uso;
- Use o regulador apropriado para o gás em particular;
- Abra as válvulas cuidadosamente;
- Quando a pressão do cilindro se aproximar do valor mínimo de trabalho, remova-o e marque-o com clareza, com dizeres de “está vazio”.
- Assuma sempre que o cilindro de gás esteja cheio e manuseie-o como tal.
Alguns dos tipos mais comuns de gases comprimidos que estão sendo usados em nossa Empresa incluem o oxigênio, o acetileno, o hidrogênio, o nitrogênio, o argônio e o GLP - gás liqüefeito de petróleo. Alguns comentários sobre cada um:
OXIGÊNIO
Seu risco principal é o fato de ser altamente reativo com gases inflamáveis e pelo fato de ser essencial no processo de combustão.
ACETILENO
Quando combinado com o oxigênio, o acetileno produz a chama de gás mais quente atualmente conhecido. Ele é altamente inflamável e altamente explosivo.
HIDROGÊNIO
O hidrogênio é um gás altamente inflamável. Seu limite de inflamabilidade é de 4% a 74% de vapor de mistura no ar.
NITROGÊNIO
O nitrogênio é um gás não inflamável, comumente usado em soldagem a arco. Seu risco principal está no fato de que também desloca o oxigênio em áreas fechadas e provoca uma atmosfera deficiente de oxigênio.
ARGÔNIO
O argônio é um gás inerte, não inflamável, comumente usado em soldagem a arco. Seu risco principal está no fato de que também desloca o oxigênio em áreas fechadas ou confinadas, causando uma atmosfera deficiente de oxigênio.
GLP
Gás Liqüefeito de Petróleo, conhecido como gás butano. Comumente usado em processo de queima, porém sua chama não é tão quente, exigindo um consumo maior. Por ser mais pesado que o ar quando há vazamento ele se aloja em locais mais baixos, ocorrendo risco de explosões. Seu cheiro característico de mercaptana é um sinal evidente de vazamentos.
1 - Baixo ponto de ebulição, que permite unha rápida difusão do gás e rápida elevação de pressão dentro do cilindro Este baixo ponto de ebulição pode causar queimaduras de frio, quando alguns gases comprimidos entram em contato com tecidos do corpo;
2 - Baixo ponto de fulgor, sempre abaixo da temperatura ambiente;
3 - Pressão. O risco mais comum associado á pressão envolve o vazamento dos gases. Além disto, quando há uma grande elevação de pressão, provocando uma descompressão explosiva na cabeça do cilindro, o cilindro passa a atuar como um míssil desgovernado, que pode causar danos graves e ferimentos sérios às pessoas;
4 - Difusividade. A difusão do gás através de uma junta de vedação vazando pode contaminar a atmosfera.
Esta contaminação pode criar uma atmosfera tóxica ou explosiva ou pode causar asfixia. Estes perigos geralmente não são observados, porque raramente podem ser vistos ou cheirados.
Sempre que um cilindro de gás for recebido, e antes de ser usado, inspecione-o cuidadosamente para assegurar-se de que esteja em boas condições e de que seu conteúdo esteja indicado corretamente no rótulo.
Algumas vezes um rótulo é colocado na superfície do cilindro, ou é fixada à tampa uma etiqueta. A válvula do cilindro deve ficar sempre tampada. Além disto, inspecione os cilindros para determinar se existe ranhuras, arqueamentos ou queimaduras por maçarico, crateras isoladas ou áreas corroídas (particularmente em volta do pescoço do cilindro ou da válvula), ou conjuntos de válvulas estragadas ou quebradas.
Se for observado qualquer defeito, isole o cilindro dos outros que estiverem bons e entre em contato com o fornecedor sobre os problemas registrados.
Armazene os cilindros em locais frescos e bem ventilados. Não guarde substâncias inflamáveis e fontes de ignição na mesma área. Armazene-os na posição vertical, com suas tampas no lugar e afastados da luz solar direta, onde possam estar sujeitos a ação climática. Guarde-os afastados de tráfego e passagem de pedestres e acorrente-os numa estrutura firme para evitar que caiam. Os gases inflamáveis devem ser armazenados separados por pelo menos 6,5 metros. O ideal é armazenar os diferentes tipos de gases inflamáveis em diferentes locais.
O manuseio incorreto de gases comprimidos pode facilmente causar danos extensivos à propriedade, sérios ferimentos e mesmo a morte de pessoas. Algumas regras de bom senso são apresentadas:
- Use sempre um carrinho de mão para transportar gases comprimidos. Amarre-o.
- Não transporte cilindros em veículos fechados.
- Mantenha os cilindros acorrentados no lugar (ou presas de outra forma) durante todo o tempo;
- Mantenha a tampa do cilindro firme no lugar, até que você esteja pronto para usar o gás comprimido;
- Aterre os cilindros que contenham gases inflamáveis;
- Use os cilindros somente na posição vertical;
- Feche todas as válvulas do cilindro quando não estiver em uso;
- Use o regulador apropriado para o gás em particular;
- Abra as válvulas cuidadosamente;
- Quando a pressão do cilindro se aproximar do valor mínimo de trabalho, remova-o e marque-o com clareza, com dizeres de “está vazio”.
- Assuma sempre que o cilindro de gás esteja cheio e manuseie-o como tal.
Alguns dos tipos mais comuns de gases comprimidos que estão sendo usados em nossa Empresa incluem o oxigênio, o acetileno, o hidrogênio, o nitrogênio, o argônio e o GLP - gás liqüefeito de petróleo. Alguns comentários sobre cada um:
OXIGÊNIO
Seu risco principal é o fato de ser altamente reativo com gases inflamáveis e pelo fato de ser essencial no processo de combustão.
ACETILENO
Quando combinado com o oxigênio, o acetileno produz a chama de gás mais quente atualmente conhecido. Ele é altamente inflamável e altamente explosivo.
HIDROGÊNIO
O hidrogênio é um gás altamente inflamável. Seu limite de inflamabilidade é de 4% a 74% de vapor de mistura no ar.
NITROGÊNIO
O nitrogênio é um gás não inflamável, comumente usado em soldagem a arco. Seu risco principal está no fato de que também desloca o oxigênio em áreas fechadas e provoca uma atmosfera deficiente de oxigênio.
ARGÔNIO
O argônio é um gás inerte, não inflamável, comumente usado em soldagem a arco. Seu risco principal está no fato de que também desloca o oxigênio em áreas fechadas ou confinadas, causando uma atmosfera deficiente de oxigênio.
GLP
Gás Liqüefeito de Petróleo, conhecido como gás butano. Comumente usado em processo de queima, porém sua chama não é tão quente, exigindo um consumo maior. Por ser mais pesado que o ar quando há vazamento ele se aloja em locais mais baixos, ocorrendo risco de explosões. Seu cheiro característico de mercaptana é um sinal evidente de vazamentos.
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