FRASE DA SEMANA (mande a sua)

Na maioria das vezes somos causadores das nossas próprias desgraças!!! "Nogueira"
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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

A SEGURANÇA NO USO DE VEICULOS INDUSTRIAIS


Presentes em boa parte dos locais de trabalho, os veiculos industriais são de grande utilidade no desenvolvimento de muitas atividades. São também no entanto bastante perigosos especialmente quando usados em condições inadequedas e/ou de forma incorreta.

O gerenciar a prevenção de acidentes com este tipo de equipamentos deve estar entre as preocupações básicas de qualquer programa de segurança do trabalho. Tal cuidado deve ser planejado e mantido de forma integrada, observando não apenas cuidados com os equipamentos, mas também com o operador, os meios a serem movimentados e as vias a serem utilizadas.

Na verdade por detrás do uso dos veiculos industriais ocultam-se uma série de riscos que muitas vezes passam sem ser notados nas atividades cotidianas. Em muitos casos providencias só vão ser tomadas após a ocorrência de um acidente – quase sempre muito grave. Um exemplo claro de situações deste tipo ocorre com o número cada vez maior de estabelcimentos atacadistas que realizam também vendas no varejo (hipermercados), onde é comum observarmos a operação de veiculos industriais por pessoas que nitidamente não tem preparo para este tipo de operação. Tais locais – pela presença de pessoas (clientes) sem qualquer informação para o risco de acidentes – tornam-se cenários mais do que propicios a ocorrência de acidentes.

Dirigir transportando cargas é uma atividade por si merecedora de atenção. A variedade de cargas e tipos de embalagens – mesmo que sobre estrados – exige bastante treinamento e habilidade. A isso, somamos a questão de problemas de lay out – seja pela falta de espaço compativel com a necessidade de manobras ou que possibilite a realização das mesmas com certa margem de segurança - ou ainda – pela falta de organização que acaba implicando ainda em maior redução do espaço criando uma situação evidente de risco de acidente.

Portanto, logo de inicio devemos ter em mente que prevenir acidentes nas operações com veiculos industriais é assunto que para ser bem cuidado deve envolver muito mais do que apenas preocupações com o veículo em si.

A NR 11 COMO BASE

A norma Regulamentadora 11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais deve ser tomada como referencia para a elaboração de qualquer atividade preventiva ao uso de veiculos industriais, mas tal como todas as demais normas regulamentadoras não esgota de forma alguma o assunto havendo necessidade da atuação do profissional especializado para o desenvolvimento e detalhamento de um programa especifico. Obnviamente isso irá variar conforme o tamanho da empresa, sua atividade e especialmente quantidade e variedade de veiculos em uso.

Interessante aqui lembrar que parte do assunto também deve ter como referência a Norma Regulamentadora 26 – Sinalização de Segurança , na qual fica claro que os equipamentos de transporte e manipulação de material, tais como empilhadeiras, tratores industriais, pontes-rolantes, reboques, etc., devem – para a prevenção de acidentes – estar pintados na cor amarela (NR 26 – 1.5.3). Embora isso seja legislação e no item 1.1 da mesma norma fique claro que que está “fixa as cores a serem usadas” – muitos equipamentos disponiveis para venda e locação no mercado estão pintados em outras cores. Cumpre aqui lembrar que a inobservância deste item implica em multa por parte do Orgão Fiscalizador – MTE.

Uma outra parte bastante interessante da NR 11 diz respeito ao item 1.3, onde fica definido que os equipamentos utilizados na movimentação de materiais serão calculados e construidos de maneira que ofereçam as necessárias garantias de resitência e segurança e conservados em perfeitas condições de trabalho. No que diz respeito a calculos (dimensionamento) e construção é importante que o SESMT busque conhecer e se possivel ter cópia dos memoriais ou processos de calculo e aquisição. Uma única talha mal instalada pode causar danos imensos e acidentes fatais o mesmo podendo ocorrer devido a improvisações – estas tão comuns nas empresas brasileiras. Vale lembrar aqui que a responsabilidade técnica pela orientação quanto ao cumprimento do disposto nas NR é do SESMT (NR 4 – 12.d). Ainda com relação a este item chamamos a atenção para a última frase que menciona a conservação e perfeitas condições para o trabalho. Mesmo que o assunto esteja restrito a uma linha de palavras sua extensão é bastante grande é importante e só pode ser obtido e principalmente evidenciada pela inserção de todos veiculos industriais em um plano de manutenção preventiva que no nosso entendimento deve ser auditado periodicamente pelo SESMT e os possiveis desvios evidenciados através de documentos. Importante ainda que este plano de manutenção esteja baseado em procedimentos (escritos) básicos de verificação garantindo assim que todos os itens de segurança sejam sistematicamente verificados. Isso em suma quer dizer que os critérios não devem ser deixados em aberto ou a escolha do executor e não podem deixar de conter os itens mencionados em 1.3.1 (cabos de aço, cordas, correntes, roldanas, ganchos, etc). Atenção especial deve ser dada ao item 1.8 que define a substituição imediata de peças defeituosas.Toda manutenção deve ser feita sempre a apenas por profissionais capacitados para esta finalidade e devem gerar evidências documentais nas quais entre outras coisas seja possivel em caso de necessidade identificar o responsavel pela verificação e reparos; Por fim, recomenda-se ainda que seja definida uma sistematica de verificação a ser feita pelo próprio operador – ou seja algo como um check list básico a ser observado antes das operações pelo usuário do veiculo.

Uma dúvida muito comum com relação ao assunto tratado no paragrafo acima diz respeito a frequencia ou periodicidade das manutenções. A decisão quanto a frequencia terá como base o rigor do uso e a atividade executada. Veiculos industriais utilizados em áreas com ambiente agressivo serão submetidos a preventiva com maior frequência, o mesmo devendo ocorrer com veiculos cuja possivel falha durante utilização implique em possibilidade de danos maiores (locais mais populosos, locais com equipamentos sucetiveis a danos e/ou que comprometam a continuidade das operações, etc)

Uma outra exigência da NR 11 – esta no item 1.3.2 – diz respeito a obrigatoriedade de indicar em local visivel em todos os equipamentos deste tipo a carga máxima de trabalho permitida. Para muitos tal exigência trata-se apenas de uma mera burocracia e estes certamente desconhecem a quantidade de acidentes que ocorrem devido ao uso de equipamentos deste tipo em condições acima de sua capacidade de carga. Desconhecem também as consequências advindas da inobservância de algo tão simples que vão desde a morte de pessoas, pssando pelo esmagamento de membros e passando invariavelmente por perdas do patrimonio e danos a produção. Todos os equipamentos devem ser sinalziados quanto a sua capacidade, tal sinalização deve ser como diz o próprio texto na NR – VISIVEL. Infelizmente ainda encontramos em muitos locais de trabalho talhas cuja identificação de carga inexiste ou quando não é tão pequena que quandi perguntados aos usuarios o quanto aquele equipamento pode levantar ouvimos diversos números totalmente diversos e na sequencia diversas histórias que nos deixam assustados. Como complemento deste assunto, devemos também estar atentos para a possiveis reduções de capacidade – que ocorrem em alguns equipamentos depois de possiveis alterações ou anos de uso. No caso especifico das empilhadeiras existem testes padronizados pelos fabricantes para verificação da capacidade e estes são recomendados para um bom programa de segurança relativo ao assunto. Detectadas as reduções de capacidade estas devem ser alteradas e os usuarios amplamente informados visto que é comum operadores que identificam as máquinas por seu tamanho. Importante também lembrar e orientar a todos os usários de equipamentos deste tipo quanto as alterações devido ao uso de extensores (capas de paleta), correntes, etc.

Atenção especial da a NR 11 para os carros manuais de transporte – que para muitos parecem inofensivos – mas que são grandes causadores de pequenos acidentes. Há alguns anos acompanhei o caso de um grande hospital no interior de São Paulo onde o número de acidentes tendo como parte atingida as mãos era muito alto. Feita uma análise mais detalhada acabamos descobrindo que era comum a prensagem por carrinhos manuais e macas de transportar pacientes contra paredes e laterais de elevadores. Dentro das industriais acidentes deste tipo também são muito comuns e podem ser evitados com soluções simples e caseiras que não nada mais são do que a instalação de protetores para as mãos nas alças de manipulação.

Com detalhes a NR 11 descreve as condições relativas ao Operador, iniciando no item 1.5, quando menciona que o Operador deverá receber um treinamento especifico que o habilitará nesta função. Neste ponto é importante estarmos atentos para alguns detalhes que podem fazer muita diferença, seja na prevenção de acidentes, seja diante de possiveis problemas causados por uma acidente. O primeiro diz respeito a pre seleção do operador, o que passa obrigatoriamente por conhecimentos e requisitos próprios da NR 7. Portanto, antes de mais nada, o Operador de Veiculo Industrial deve ser uma pessoa apta do ponto de vista medico para exercer e realizar este tipo de trabalho. Isso pode dizer muita coisa, por exemplo necessidade de acuidade visual. Logo em seguida nos deparamos com a citação “treinamento dado pelo empresa” . É importante saber se há na empresa profissional capaz de desenvolver este tipo de treinamento e ainda se diante de um acidente teremos como evidenciar tal capacidade. Deve-se entender que a coisa não é tão simples como parece e tal entendimento pode ser obtido analisando o que ocorreria no caso de um acidente com a morte de alguém. Recomenda-se que tais treinamentos fiquem a cargo de escolas especializadas e que estas emitam certificados e estes sejam mantidos junto ao prontuário do empregado. Mais do que isso recomenda-se que periodicamente seja feita uma reciclagem pelo menos quanto aos principios básico da operação e sempre quantos as normas de segurança na operação.

Com relação ainda ao treinamento chama-se a atenção neste ponto para a variedade de veiculos industriais hoje em uso. O que antigamente era restrito a uma ou duas variedades passou a ser na atualidade muito diferente. Há por todas partes paleteiras, rebocadores, guindastes, pontes rolantes com operação no próprio equipamento ou a distância, etc. Obviamente, cada um destes equipamentos tem caracteristicas bastante diversas, embora muitos sejam similares em suas bases. Portanto, há necessidade de treinamentos especificos. Fica claro que entre uma empilhadeira e uma paleteira há grandes diferenças no modo de operação e riscos de acidentes.

Uma dúvida ainda paira quanto a obrigatoriedade de Carteira Nacional de Habilitação para os Operadores de veiculos como empilhadeiras, rebocadores e paleteiras. O Codigo Nacional de Transito em momento algum é claro quanto a obrigatoriedade para de CNH para estes veiculos. É realmenre seria muito estranho se o fosse, visto que proveito teria para a prevenção e operação habilitarmos operadores treinados e aprovados em aprendizados e exames com veiculos de passeio, onibus ou caminhões ? São veiculos de caracteristicas e operação totalmente distintos dos veiculos industriais citados. Acreditamos que no caso dos veiculos que por algum motivo façam uso de vias públicas – é portanto sejam emplacados – o assunto deva ser analisado com detalhes junto ao orgão regulamentador de transito.. No mais, para Operações dentro das empresas – conforme a propria NR - cita o curso habilita e penso que seja a esta habilitação que o item 1.6 refira-se . Em termos de cuidados preventivos parece desejavel que o candidato tenha CNH (independente da categoria desta) e assim conhecedor das regras básicas de transito e sinalização.

No que diz respeito ainda ao Operador, os itens 1.6 e 1.7 citam a obrigatoridade do cartão identificação com nome e fotografia utilizado em local visivel durante toda a operação. Tal cartão tem a validade de um ano – salvo imprevistos – e está associada a realização de exame de saúde completo. No que diz respeito ao uso do cartão conhecemos as dificuldades para o cumprimento visto que muitas vezes eles acabam implicando em risco para o Operador que necessita por exemplo movimehtar-se entre as cargas e o mesmo acaba enroscando. Portanto, formas devem ser encontradas para que o uso não implique em riscos. O uso do cartão facilita em muito – nas empresas de maior porte a identificação das pessoas e a coibição de práticas inseguras – ou seja a operação por pessoas não habilitadas. Para facilitar mais ainda a verificação recomenda-se que no próprio cartão exista o campo relativo ao exame médico (com espaço para que o Medico assine e coloque o numero do seu CRM).

Propositalmente deixamos para tratar quase no final deste texto a questão citada no item 1.7, onde fica definido que os equipamentos de transporte motorizados devem possuir sinal de advertência sonora (buzina). Obviamente como em todo meio que se locomove tal equipamento é de importância. No entanto, preocupa-nos a crescente tendência de veiculos industriais – em especial empilhadeiras , paleteiras e rebocadores - que vem equipados com tipos de sinais sonoras que permanecem acionados por todo tempo do deslocamento ou ainda aqueles equipados com “sirenes” ou equivalentes. Sem dúvida alguma em prol da prevenção de acidentes os dispositivos que sinalizam a marcha ré são muito uteis. No entanto, quando a sinalização tanto visual como sonora vai além disso há necessidade de analisarmos o quanto isso pode contribuir para a dispersão da atenção das pessoas envolvidas nas operações e mesmo para o estresse dos empregados. Se de fato, devido aos riscos de acidentes (bem avaliados) há necessidade de definirmos algum tipo de sinalização para os movimentos em veiculos que seja preferencialmente o uso de pisca alerta em laternas fixas e sem parte sonora. De forma alguma algum meio definido para a prevenção de acidentes deve colateralmente ser a causa de incomodos ou danos aos empregados.

Encerrando a parte desta NR que diz respeito aos veiculos industriais, trata-se da questão da concentração de poluentes no ambiente do trabalho. Dentro desta preocupação devemos dar atenção especial a questão do ruido, o que faz parte de uma estudo mais amplo de engenharia já na fase de antecipação – quando possivel.

CUIDADOS ADICIONAIS

Na prática, concluindo este breve trabalho sobre veiculos industriais, outras preocupações que não são mencionadas na legislação devem ser objeto de atenção de quem tenciona realizar um bom trabalho quanto aos veiculos industriais.

Jamais devemos esquecer de que veiculos industriais – em especial os movidos a óleo – com passar do tempo começam a apresentar vazamentos e que estes são formadores de poças no piso que por sua vez acabam sendo a causa de quedas. Por esta e outras razões todos os veiculos devem ter previamente definidos os locais onde serão estacionados quando não estiverem em uso (fora dos locaios de passagem) e caso ocorram vazamentos devem ser mantidis sobre caixas de areia.

Uma outra situação importante é o uso por pessoas não habilitadas. Para que isso não ocorra também devemos ter definido um local para a guarda da chave do veiculo quando não estiver em uso. Este local deve ser fechado e estar sob o controle de um responsável.

Enfim, há muito mais a ser dito sobre o assunto. Tenho certeza que despertado o interesse pela elaboração de uma programa de segurança para veiculos industriais, através da pesquisa e estudo cada profissional irá aperfeiçoar e moldar as ações conforme sua realidade e necessidades.


Agradecimentos a:

Cosmo Palasio de Moraes Jr. (autor)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Video - Como uma estrada é "minada" pelas aguas.

Muito interessante como as aguas destroem a estrada.

O que me chamou atenção é que as aguas vão passando por baixo da pista, deixando-a sem base para segurar o asfalto. Em nossas viagens devemos ficat atentos ao acostamento, é possível acontecer o mesmo e se o carro passar, imagine, a uma velocidade de 100km/h?



grande abrç e ajuda na divulgação do blog fornecendo as fontes do material

quinta-feira, 24 de março de 2011

Acidente com Guindaste - Cadê o plano de Rigging?

Muito interessante esse video. Só nos mostra como a falta de procedimento e a falta de observação dos padrões em SSMA pode causar desastres como esse. Por sorte não houve vitimas.

Em breve mais videos...

segunda-feira, 29 de março de 2010

Celular + transito = Morte

Segue abaixo um video muuuito interessante e comovente sobre acidente de transito causado por uso de celular enquanto se dirige.

Video enviado pela colaboradora Elisangela Amorim - Tecnica de Segurança - Salvador - BA





A melhor e mais eficaz recomendação é desligar o celular ao assumir o volante. Quando se guia um automóvel, entre 90% e 95% das informações necessárias para administrar riscos estão relacionadas à visão.

No início deste ano, as agências internacionais de notícia do mundo todo deram destaque ao caso da britânica Philippa Curtis, de 21 anos, que foi condenada a 21 meses de prisão por ter provocado um acidente em que morreu Victoria McBryde, de 24. O celular de Curtis mostra que ela enviou 20 torpedos antes de bater na traseira do carro da vítima, segundo reportagem do jornal inglês "Daily Mail".

Desde dezembro de 2007, usar celular ao volante pode dar cadeia na Inglaterra. A regra anterior era similar à brasileira, mas as autoridades perceberam que as punições eram insuficientes para desencorajar motoristas a usar o celular enquanto dirigiam. Agora, quem insistir na prática pode ser condenado a pelo menos dois anos de prisão. A nova regulamentação também estabelece que a promotoria pode condenar os infratores por homicídio culposo e punir os motoristas com a pena máxima prevista pelo país, a prisão perpétua, caso seja confirmado que o veículo foi usado como uma arma.

Dentre os muitos inconvenientes sociais causados pela má utilização do celular, os perigos do uso do aparelho no trânsito das grandes cidades preocupam autoridades no mundo todo. No Brasil, multa de R$ 85 e quatro pontos na carteira de habilitação são as punições descritas no Código de Trânsito Brasileiro, que classifica como infração média o ato de dirigir com apenas uma das mãos ou falando ao celular. Fones de ouvido ou viva-voz também são proibidos.

“Com o celular no ouvido, o motorista reage de forma mais lenta. Dificilmente olha para o retrovisor, assume uma trajetória errática na via, reduz ou ultrapassa a velocidade compatível com o tráfego. Avança o sinal, tem dificuldade para trocar marchas e simplesmente não vê as placas de sinalização no trânsito. Cada uma dessas situações já poderia desencadear um acidente. Agora imagine o potencial de estrago da combinação delas...”, afirma o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.

Mesmo sabendo que se trata de uma infração, os motoristas insistem em atender ao telefone por acreditar que isso não é nada de mais e vão desligar logo. “A atitude pode mudar quando as pessoas reconhecerem que o que está em jogo é a vida delas e as de outras pessoas. Só a maior fiscalização pode modificar um mau hábito social, mas no âmbito individual, impõe-se uma mudança cultural para que a ansiedade em se comunicar não se sobreponha à própria sobrevivência e à segurança de terceiros”,diz Centurion.

Números da infração mostram risco do celular no trânsito

Somente em São Paulo foram feitas 237 mil autuações de motoristas falando ao celular em 2007, a quarta infração de trânsito na capital naquele ano;

No Rio de Janeiro, o número de multas aplicadas a motoristas que falam ao celular enquanto dirigem chegou a 9 mil na cidade do Rio de Janeiro, segundo informações de um estudo realizado pelo Detran. Ao analisar os seis primeiros meses de 2008, as infrações deste tipo atingem 45 mil, contra 39 mil registradas no mesmo período do ano passado;

Exceder a velocidade, avançar no sinal vermelho e na parada obrigatória e dirigir utilizando telefone celular foram as principais infrações cometidas, respectivamente, no trânsito de Goiânia, em 2007 e 2008;

No Mato Grosso do Sul, o Detran registrou, em 2008, cerca de 83.575 infrações de trânsito que resultaram em multas. Apenas em infrações como não usar o cinto de segurança ou o capacete foram quase 1.800 multas durante o ano. A infração com o número mais surpreendente é a de uso de celular no trânsito, quase 9.600 pessoas foram multadas;
Em 2008, dirigir ao celular rendeu multa a 21.724 condutores de veículos em Fortaleza;

Os motoristas de Belo Horizonte nunca foram tão multados. No ano passado, a BHTrans emitiu nada menos que 640,9 mil autuações na capital, número 32% superior ao de 2007. No ranking das sete infrações mais cometidas, acelerar até 20% a mais que o permitido é a líder. Em seguida, estão estacionar em desacordo com a sinalização e dirigir com fones ou celular aos ouvidos.

FONTES: Detrans dos estados mencionados.

Onde mora o perigo dos celulares ao volante?

Ao atender o celular em quanto dirige, o motorista está usando a audição e não a atenção dirigida para guiar o carro. “Dizer que é fácil fazer as duas coisas ao mesmo tempo não é verdade: o cérebro precisa fazer contas, calcular ações e desviar a atenção do controle visual e motor para o auditivo. As reações ficam mais lentas e isso propicia a ocorrência de acidentes. A audição é decodificada em uma área no cérebro e a visão, em outra. Ou seja, ele faz duas coisas quando deveria fazer uma só”, explica o oftalmologista Eduardo de Lucca, que também integra o corpo clínico do IMO.

O celular tocando desvia a atenção de quem está guiando e dá início ao procedimento de risco: a primeira ação do motorista quando o aparelho toca é procurá-lo. “Para atender, será necessário o uso de uma das mãos. Se for colocado no ouvido, haverá restrição do campo visual”, diz Eduardo de Lucca.

Se telefone e direção já formam uma combinação de risco, digitar uma mensagem ao celular potencializa o perigo. “Quem tenta fazer isso tem que tirar as mãos do volante, se concentrar em um teclado minúsculo e ainda pensar na elaboração dos textos”, destaca o médico.

Recomendações importantes para um trânsito mais civilizado:

“A melhor e mais eficaz recomendação é desligar o celular ao assumir o volante. Quando se guia um automóvel, entre 90% e 95% das informações necessárias para administrar riscos estão relacionadas à visão. Ao desviar o olhar para atender o celular ou tocar o visor do aparelho, o motorista inicia um vôo cego. O celular distrai tanto que dificilmente o motorista consegue se lembrar do que aconteceu no trânsito, às vezes, esquece até por onde passou enquanto estava telefonando”, alerta Virgilio Centurion;

Caso você não possa desligar o celular, nunca faça ligações enquanto estiver dirigindo. Ao receber uma ligação enquanto estiver no volante, o mais prudente é estacionar, “resolver o problema telefônico” e em seguida continuar o seu caminho. “Parar o carro em um local seguro, atender ao telefone e em seguida concentrar-se novamente na direção... Esta é a nossa recomendação”, diz o oftalmologista Eduardo de Lucca;

“Por fim, se você estiver acompanhando de menores – crianças e adolescentes – não atenda ao telefone. Não esqueça que a sua conduta serve como exemplo e modelo. Não perca esta chance de educar”, defende o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do IMO.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

DDS - ESTEJA ALERTA AOS RISCOS COM BATERIAS

As baterias comuns de automóveis parecem inofensivas. Isso pode representar o maior perigo, porque muitas pessoas que trabalham com elas ou próxima delas parecem desatentas em relação a seus riscos em potencial.
O resultado é o crescente número de acidentes no trabalho relacionados com o mal uso ou abuso das baterias.
Muitos dos acidentes podem ser evitados se respeitarmos os principais riscos da bateria.
- O elemento eletrolítico nas células das baterias é o ácido sulfúrico diluído, que pode queimar a pele e os olhos. Mesmo a borra que se forma devido o derrame do ácido é prejudicial a pele e os olhos;
- Quando uma bateria está carregada, o hidrogênio pode se acumular no espaço vazio próximo da tampa de cada célula e, a meios que o gás possa escapar, uma centelha pode inflamar o gás aprisionado e explodir.

O controle desses riscos é bastante simples. Quando você estiver trabalhando próximo a baterias, use as ferramentas metálicas com muito cuidado. Uma centelha provocada pelo aterramento acidental da ferramenta, pode inflamar o hidrogênio da bateria. Por este mesmo motivo nunca fume ou acenda fósforos próximos a baterias. Ao abastecer a bateria com ácido, não encha com excesso ou derrame. Se houver o derrame, limpe-o imediatamente, tomando cuidado para proteger os olhos e a pele. O pó formado pelo acúmulo de massa seca, pode facilmente penetrar nos seus olhos. Portanto proteja-os com óculos de segurança.
O abuso da bateria pode eventualmente causar vazamentos de ácidos e vazamentos de hidrogênio que encurtam sua vida e que podem ser perigosos para qualquer um que esteja trabalhando próximo. O recarregamento da bateria provoca o acúmulo de hidrogênio, que é altamente inflamável. Assim, faça o recarregamento ao ar livre ou num local bem ventilado, com as tampas removidas. Primeiro ligue os conectores tipo jacaré do carregador nos pólos e posteriormente ligue o carregador na tomada de alimentação.
Qualquer fonte de centelhas durante a recarga pode causar uma explosão. Fique atento especialmente em relação ao centelhamento quando se tentar jumpear uma bateria descarregada. Estas pontes (jumpers) podem provocar um arco voltaico e centelhas que podem inflamar o hidrogênio.
Nunca ligue cabos pontes dos terminais positivos aos terminais negativos. Ao fazer isto, os componentes elétricos serão queimados se for feita uma tentativa de dar partida no veículo.
Nunca ligue os terminais da bateria com cabos pontes enquanto o motor estiver funcionando. A colocação dos terminais em curto pode criar centelhas que podem inflamar o hidrogênio criado pelo carregamento.
Finalmente, nunca verifique uma bateria colocando-a em curto com uma chave de fendas ou qualquer metal.
As centelhas podem inflamar o hidrogênio na bateria.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

DDS - EMPILHADEIRAS - AS MULAS DE CARGA DO TRABALHO

As empilhadeiras, verdadeiras mulas de carga da indústria, estão se tomando rapidamente bestas perigosas.
Anualmente, milhares de ferimentos com afastamento estão relacionados com as empilhadeiras. Desde quem foram introduzidas nos locais de trabalho elas são responsáveis pelo aumento do índice de acidentes tirais de 400%. O aumento alarmante de operação insegura de empilhadeiras foi relatado num estudo recente. Eis aqui algumas das conclusões desse estudo:
- Mais da metade - 52% - dos fermentos no período estudado envolveu empilhadeiras móveis, 19% envolveram empilhadeiras sendo operadas em veículos estacionados e em 19% dos casos a empilhadeira estava parada;
- Quase a metade - 45% - dos ferimentos foram sofridos por empregados trabalhando ou caminhando em áreas onde as empilhadeiras estavam sendo operadas;
- Cerca de 15% dos ferimentos foram causados em trabalhadores regularmente designados para tarefas próximas das empilhadeiras;
- Os ferimentos mais típicos - 22% - envolviam escoriações e contusões nas pernas, pés;
- Esmagamentos foram os ferimentos mais comuns associados com elevação ou abaixamento dos garfos das empilhadeiras;
- Os acidentes fatais que houveram, foram provocados principalmente por quedas de cargas, tombamento.

A maior parte destes acidentes poderia ter sido evitada se as regras de segurança abaixo fossem seguidas:
- Não levante a carga com a empilhadeira em movimento;
- Não transporte a carga com o garfo totalmente levantado;
- Dirija cuidadosamente e lentamente nas esquinas e sinalize com a buzina nos cruzamentos;
- Verifique se as plataformas usadas para acesso a caminhões ou vagões tem a largura e a resistência necessárias para suportar a empilhadeira;
- Evite paradas súbitas;
- Não transporte passageiros de carona;
- Observe os espaços acima e o giro da extremidade traseira;
- Para melhor visão, dê ré ao transportar cargas grandes, mas fique virado para a direção do deslocamento;
- Transporte carga somente em conformidade com a capacidade nominal da empilhadeira;
- Levante a carga com o mastro vertical ou ligeiramente inclinado para trás;
- Não transporte cargas ou pilhas instáveis. Certifique que as cargas estejam posicionadas uniformemente nos garfos e observe o equilíbrio adequado;
- Abaixe as cargas lentamente e abaixe o suporte de carga totalmente quando a empilhadeira for estacionada.

A operação segura das empilhadeiras pode torná-las as verdadeiras mulas de cargas confiáveis, ao invés de bestas perigosas no seu local de trabalho.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Acidente de trânsito

DDS - PREPARAÇÃO DE ÁREAS SEGURAS DE TRABALHO

È impossível eliminar todos os riscos à nossa volta. O melhor que podemos fazer é eliminar alguns e minimizar o máximo possível outros. Uma pessoa que tenha que dirigir em estradas asfaltadas e escorregadias em dias chuvosos, não pode eliminar os riscos devidos à tração deficiente ou a má visibilidade, mas pode minimizá-los.
Em primeiro lugar não deve usar pneus lisos, deve verificar se os limpadores de pára-brisa estão funcionando bem e outros acessórios para uma eficaz operação. Quando chegar à estrada, a pessoa deverá ser cautelosa, procurando uma velocidade compatível com aquelas condições de tráfego. Ela abaixará as janelas freqüentemente para diminuir o embaçamento. Deverá manter a distância maior de outros veículos. No geral, a pessoa deverá intensificar suas táticas de direção defensiva, esperando pelo pior, mas sempre procurando dar o melhor de si para que não ocorra acidentes. O que tudo isto tem a ver com a preparação de áreas seguras de trabalho? Tem tudo a ver. É exatamente isto que é a preparação de áreas de trabalho, ou seja, a eliminação ou minimização dos riscos. Na verdade o programa inteiro de prevenção de acidentes é apenas isto. Eis aqui um outro exemplo comum: Uma escada numa residência de dois andares é essencial, por razões óbvias. Muitas pessoas morrem ou ficam feridas todos os anos em acidentes em escadas. Naturalmente a escada não pode ser eliminada, mas os riscos podem ser minimizados. Para tanto providenciamos corrimão na altura recomendada, pisos aderentes, inclinação, quantidade de degrau recomendado, espaçamento entre degraus e altura dos degraus dentro das normas e iluminação apropriada. Além disto, devemos treinar as crianças para usar escadas com segurança, subir e descer um degrau de cada vez, usar o corrimão e não correr. Agora esta escada pode ser usada com segurança relativa. Suas condições de riscos foram minimizadas e a conscientização através do treinamento apropriado às crianças deve eliminar os atos inseguros. Vejamos como estes princípios se aplicam em nosso trabalho. Suponha que temos um projeto que exija de nós reparos em instalações subterrâneas num cruzamento de rua movimentado. A quebra do asfalto e a abertura de um buraco certamente apresentam muitos riscos que não podem ser eliminados.
Mesmo que seja um trabalho de emergência, ele deve ser planejado e avaliado antes de ser iniciado. Todos os membros da equipe de trabalho são responsáveis pela identificação e análise dos riscos inerentes àquela atividade. Todos devem ser protegidos o máximo possível como o público externo, as propriedades públicas, os vizinhos e cada membro da equipe. Como nosso trabalho irá interferir no tráfego de veículos e pedestres, temos de iniciar definindo nossa área de trabalho. Os motoristas devem ser alertados antecipadamente de que há um grupo de pessoas executando um trabalho à frente. Como não podemos eliminar os riscos do tráfego, o melhor que podemos fazer é torná-lo mais lento. Reduzir a velocidade contínua dos veículos não apenas permite a continuidade do trabalho e melhora a segurança, como também melhora as boas relações com os vizinhos. Após estabelecermos um padrão seguro para o tráfego, após termos criado proteção aos pedestres naquele local, ainda assim teremos de lidar com os riscos envolvidos na tarefa. Muitos dos riscos com os quais defrontamos podem ser eliminados, outros podem ser minimizados. A utilização de equipamentos como o capacete, luvas, óculos de segurança, protetores faciais, máscaras, enfim, aqueles equipamentos dimensionados pela segurança como importantes para sua proteção, eliminarão os outros riscos nesta atividade.
Porém, todo o aparato de proteção existente não impedirá atos inseguros daqueles que querem desafiar a própria segurança. Cada um de nós é responsável por seu próprio desempenho na segurança do trabalho.

quarta-feira, 19 de março de 2008

DDS - SEGURANÇA FORA DO TRABALHO

SEGURANÇA NO TRANSITO


Todos os dias, a todo momento nos deparamos com riscos os mais variados e, muitos deles estão fora do trabalho, estão na nossa casa, na escola, no convívio social e sobremaneira no dia a dia do trânsito.

Cada um de nós, diariamente percorre um trajetopara chegar e para voltar do trabalho. Dessa forma, estamos freqüentemente convivendo com os riscos das ruas e estradas. Seguidamente ficamos sabendo que um colega, um amigo próximo ou até mesmo um familiar se envolveu num acidente de trânsito.

Nós todos sabemos o quanto é importante reduzirmos os transtornos provocados por esses acidentes, só que eles continuam acontecendo e muitos de nós permanecemos pensando que essas coisas acontecem apenas com os outros, conosco dificilmente acontecerá.

O quê podemos fazer para contribuir com números melhores, com situações menos arriscadas e com menos sofrimentos e prejuízos? Nada muda sem metas e objetivos definidos. Somente mudamos alguma coisa quando assumimos responsabilidades, isso pressupõe fazer alguma coisa mesmo que signifique fazer o mínimo.

Melhorar a segurança do trânsito – essa meta é nossa. Como podemos alcançá-la?

þ Respeitar os outros, as regras e a sinalização é um bom começo;
þ Não ingerir bebida alcoólica antes de dirigir;
þ Responsabilizar-se pelo veículo mantendo-o em boas condições de manutenção;
þ Não usar o automóvel para exibição e sim para deslocamentos tranquilos;
þ Colaborar com campanhas de prevenção orientando os desatentos, comprometendo todos na busca pela preservação da vida;
þ Sempre que puder, pensar no assunto e assumir uma postura de mudança.

Pense nisso, comente esse diálogo com seus colegas. Isso valerá a pena!